Friday, March 27, 2009

O tempo das sociedades desenhadas a régua e esquadro e das soluções de esquerda e de direita passou.
Não me interessa o enfoque em soluções de esquerda e de direita mas sim a criação de um sistema económico pujante que trate bem das pessoas. O partido que me apresentar isso melhor é aquele em quem eu vou votar.
Também não gosto de votos em branco. Para votar em branco fico em casa.

Tuesday, March 24, 2009

Hipergarantismo e maioria absoluta

Há dois temas que me preocupam, da leitura da última edição do Sol:

Um é imaginar-se que vamos ter outra maioria absoluta de Sócrates, por uma questão de falta de alternativas para a política Portuguesa (Política a Sério, de José António Saraiva).
A mim o que me incomoda no actual governo e no PS é a corrupção, o conluio com os privados sem concursos, a captura do aparelho de estado, das empresas públicas e da economia portuguesa por este partido, e o imperialismo patente em todos os seus comportamentos.
O meu ponto de não retorno com José Sócrates foi quando ele entregou, sem concurso nem esclarecimento à população, o porto de Lisboa à Mota Engil de Jorge Coelho, num empreendimento que vai alterar completamente a cidade de Lisboa, as suas redes viárias, a sua configuração e usos.
Não é o Bloco de esquerda nem Alegre que nos fazem falta, mas um partido mais ao centro, com práticas de justiça social, de anti-corrupção e de emagrecimento do Aparelho de Estado e da burocracia.


Outro tema de preocupação é a entrevista com Maria José Morgado, que afirma que o sistema judicial português “é hipergarantístico. Até a última reforma penal privilegia as garantias de defesa em detrimento do direito de punir”.

Já o sabíamos, mas é bom ouvir uma voz corajosa dizer o mesmo.

Tuesday, March 17, 2009

Belém do Pará e o rio Guajará.
Um dos locais mais interessantes do Brasil. Porta de entrada para o Amazonas. Um rio que parece o mar. Pouco turística. Um Brasil diferente

Monday, March 16, 2009

Olhem, temos outro Freeport! (com adenda)

retirado do blogue ESTRAGO DA NAÇÃO, com agradecimentos ao autor


Olhem, temos outro Freeport! (com adenda)

Anuncia-se, no Diário de Notícias, que «as antigas instalações agrícolas do Cabo da Lezíria, junto à ponte Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira, vão transformar-se num empreendimento turístico dedicado à temática equestre e taurina, num investimento entre dez milhões e 12 milhões de euros». A iniciativa é de uma empresa que assinou um protocolo com a Companhia das Lezírias, como se sabe empresa estatal dedicada à agricultura. Contudo, de equestre e taurina, isto pouco tem. Na verdade, touros e cavalos devemos ser todos nós, porque o dito empreendimento será afinal constituído por «áreas comerciais, três restaurantes, um hotel com 45 quartos, arena, centro equestre, um pavilhão polivalente, jogos de água, jardins e zonas de sequeiro, entre outros equipamentos», conforme diz a notícia. Tudo em 22 hectares.

Ora, pasmado com isto, e pelo que conheço da zona, fui ver o estudo de impacte ambiental que está em consulta pública até 8 de Abril. E eis que a zona onde se pretende instalar o projecto, com um total de 22 hectares, integra a Rede Natura, é Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional e tem franjas do Domínio Público Hídrico. Ou seja, melhor zona para proibir qualquer construção - e ainda mais numa fase em que tanto precisamos de agricultura para atravessar melhor a crise - não se deve encontrar.

Porém, a Companhia das Lezíria já fez um acordo - cujos contornos desconheço - com uma entidade privada para lhe ceder estes terrenos agrícolas, que são públicos. E mais ainda: se este acordo existe, feito por uma entidade pública, por certo já existirão garantias de que haja «luz verde» para aprovação do estudo de impacte ambiental. Em suma, este caso afigura-se-me ainda mais escandaloso, caso seja aprovado, do que o Freeport. E não me venham dizer que não existe dinheiro misturado nisto.

Nota: Sempre que me recordo do silêncio de João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território, em torno destes atropelos aos mais elementares princípios do ordenamento do território imagino também o que pensará disto o Dr. João Ferrão, investigador do Instituto de Ciências Sociais, que há uns anos era uma das mais conceituadas personalidades em ordenamento do território.

Adenda: Numa pesquisa breve, descobri que este projecto já teve «aprovação» na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao ser votado como de interesse público em reunião realizada em 13 de Setembro de 2006.

Comentário: AnaPê disse...
Mas isto está tudo interligado: logística (lezíria park)/Logic/Teixeira Duarte, etc... Pergunto a mim mesmo como vai o movimento de cidadania: http://www.xiradania.org/

Wednesday, March 11, 2009

O Autoritarismo de Sócrates


O Socratistão é pior do que o Cavaquistão, porque os tempos mudaram e, na, área do PS temos assistido a uma apropriação do aparelho de estado, da banca, das empresas públicas e das privadas que com elas negoceiam, muito maior e mais metódica do que no tempo de Cavaco.

Sócrates encarna bem este sistema. O homem dos projectos de casas que provavelmente nunca viu, da licenciatura na universidade moderna, do caso Freeport, ao mesmo tempo pragmático, inculto e impiedoso.

As principais figuras do PS: Vitorino, Jorge Coelho, Armando Vara, Murteira Nabo, foram e são especialistas nestas operações.

Ainda por cima a excepção de estudos de impacto ambiental, a excepção de concursos e os Projectos ditos estruturantes, PIN, favorecem legalmente toda esta invasão do aparelho produtivo português por figuras da área do PS.

Este mandato governativo ilustra bem tudo isto. A princípio praticou-se uma degradação de qualidade e repressão nos professores, na saúde, nas reformas, na função pública. Ausência de combate à corrupção, negócios e compradios; e depois, como se via que se perdia a maioria absoluta, mudou-se um pouco para não descontentar demais a população.

Muitas destas reformas seriam necessárias. Mas a forma como se fizeram foi degradante e humilhante para muitos dos visados. Atacou-se o povo e não os indevidamente privilegiados.

E vem aí mais repressão. Hoje já toda a gente tem medo e pensa duas vezes no que diz, e se houver maioria absoluta será muito pior.

Existe um problema a nível de alternativas. O Bloco de Esquerda tem dois óbices graves: o discurso tipo os ricos que paguem a crise, e a legalização das drogas.

Preferia um partido com ideias estruturais de aperfeiçoamento e melhoria do sistema económico e político actual. Não existe ainda.

As medidas a tomar são simples: menos poder de estado. Selecção dos dirigentes por concursos e não por nomeação governamental, os gestores das empresas públicas não ganharem mais do que um Secretário de Estado.

Se Sócrates ganhar, sobretudo com maioria absoluta, o que vem aí? Mais favorecimentos, mais trafulhices, mais conluios antidemocráticos.

Talvez se imponha uma solução presidencialista, como Medina Carreira defende.


Sunday, March 08, 2009

Sahar Vardi, 18 anos, 4 vezes presa por não querer fazer a guerra



Este foi o título da notícia do Público de Sábado

Em
www.gilasvirsky.com/shministim.html
vem a notícia seguinte:


Sahar Vardi:
I have been to the occupied Palestinian territory many times, and even though I realize that the soldier at the checkpoint is not responsible for the wretched policy of the oppressor toward civilians, I am unable to exempt that soldier of responsibility for his conduct ... I mean the human responsibility of not causing suffering to another human being.

The bloody times in which I live (assassinations, aggression, bombings, shootings) result in increasing numbers of victims on both sides. It is a vicious circle that emanates from the fact that both sides elect to engage in violence. This choice I refuse to take part in.
 
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