Sunday, May 23, 2010

O edifício Heron Castilho, onde habita Sócrates, inclui uma espécie de baba de caracol no topo de um prédio clássico, desfigurando-o e tornando-o numa espécie de paraíso para novos ricos.

A democracia Portuguesa está completamente falida ao votar em pessoas com categoria moral de José Sócrates e dos seus mais directos colaboradores. Começaram a subir ao poder no tempo de António Guterres e foram ocupando lugares chave na politica, nas empresas públicas e mais tarde privadas, através da CGD e da nova administração do Millennium, por exemplo. Só com um paradigma muito diferente de Administração Pública (auditorias e regras de nomeação) poderemos colocar no seu lugar pessoas mais competentes e honestas.

Mas num pais corrupto, a corrupção deve ser procurada em todo o lado, em todas as direcções de serviços e em todos os funcionários e cidadãos. Ninguém lhe resistiu, passou ao lado, ou deixou de lutar contra ela.

Daí que defenda um novo paradigma de administração pública, com um enorme relevo dado às auditorias e aos concursos públicos democráticos e impugnáveis.

Saturday, May 22, 2010

O génio de Portugal não foi só descobrir outros espaços e civilizações mas foi manter-se durante 400 anos como colonizador de espaços enormes, recorrendo a todos os estratagemas colonialistas, e conseguindo muitas vezes continuar a fazer-se amar pelos povos locais para além da época colonizadora, a negociar com eles e a entender-se com eles, conforme sucede agora com Angola ou com o Brasil. É necessário continuar este caminho e dar-lhe consenso e força.

Wednesday, May 19, 2010

António José Seguro, o Calado


A pessoa que poderá substituir o desacreditado José Sócrates não conseguiu fazer-lhe oposição durante estes últimos 5 anos.

E que falta isso tem feito!

João Cravinho ou António Costa parecem-me alternativas bem melhores!

Sunday, May 02, 2010

Estive todo este tempo calado porque reparei que muitos comentadores diziam as suas coisas melhor do que eu, com mais desassombro e tanta coragem, pelo menos, do que a que eu tinha: Vasco Pulido Valente, Pedro Lomba, José Miguel Fernandes, Pacheco Pereira, e tantos outros. Tirando o oficioso Diário de Notícias todos dizem o que pensam, apesar dos processos que choveram sobre os jornalistas e sobre as empresas.

Vou ter de me dedicar a outras coisas, sem abandonar este blogue. Por exemplo operacionalizar modos de sair da crise.

Uma delas é governar muito melhor. Fazer auditorias aos serviços públicos de modo a pô-los a funcionar muito melhor. Vamos ver como nos próximos posts.

Por exemplo, Vasco Pulido Valente defende hoje no Público, para se sair da crise, um conjunto de 15 medidas:

1. Reduzir a 4 o número de feriados anuais.

2. Fechar as empresas públicas substituíveis e as que devem dinheiro sem qualquer resultado relevante ou benéfico.

3. Fechar as fundações e pseudo-fundações que o Governo e as Câmaras sustentam.

4. Vender as propriedades do Estado que não servem um interesse nacional evidente.

5. Vender os submarinos e outro armamento inútil e excessivo.

6. Demolir e vender o autódromo do Estoril, o do Algarve e meia dúzia de estádios deficitários.

7. Suspender imediatamente os grandes projectos (o novo aeroporto, o TGV, a 3ª travessia do Tejo).

8. Não construir mais um quilómetro de auto-estradas.

9. Proibir a contratação de mais funcionários públicos.

10. Eliminar serviços sem objecto ou nocivos (como o Instituto do livro).

11. Congelar as promoções no funcionalismo, pelo menos durante 5 anos.

12. Acabar com o subsídio de férias.

13. Pôr um limite legal à despesa do Estado.

14. Aumentar o IVA em 2%.

15. Regular a banca.

Evidentemente Sócrates não pretende nem percebe nada disto. Não tem um projecto para Portugal, a não ser um keinesianismo irrealista que, em conjunto com a falta de controlo reinante, proporciona o enriquecimento da elite socialista.

Em posts próximos direi a minha opinião sobre algumas destas medidas.


Monday, January 18, 2010

Prepara-se outro caudilho

Manuel Alegre, com o seu desprezo pelas finanças públicas (há mais vida para além do défice), que nunca criticou os regimes ditatoriais que o receberam (Argélia, durante o período da Rádio Portugal Livre, União Soviética e outros), não me inspira qualquer espécie de confiança.
Poderá ser outro político irresponsável, como Otelo foi, com demasiado gosto pelo poder, e pouco respeito pela democracia, hesitante e perigoso.

Ora acontece o seguinte:
Os dirigentes do PS que nos governam, a começar por Sócrates, não têm o mínimo ideário socialista.
Atropelam tudo: demitem jornalistas e directores de jornais;
Promovem obras sem concurso;
Nomeiam toda a gente da cor de quem governa, em vez de promoverem concursos;
Controlam cada vez mais a economia, através do controle de bancos (Millennium, CGD).

Faltas-lhe controlar o Presidente da República e as Forças Armadas.
A criação de milícias ou o domínio das forças militarizadas a favor destes senhores facilitar-lhes ia a tarefa.
Ora, a troco e umas patacoadas de esquerda, Manuel Alegre prestar-se-ia a isso muito bem.
Teríamos um regime semelhante ao de Hugo Chavez, com quem Sócrates se entende tão bem.

Será isto que os portugueses querem?

A falta de tradição democrática em portugal e a corrupção das democracias neste país facilita este tipo de derivações. Daí o perigo que se perfila.

Wednesday, January 06, 2010

Programa para o relançamento da economia portuguesa

Se eu tivesse que resumir um programa para o relançamento da economia portuguesa diria apenas 3 coisas: auditorias, concursos e microcrédito

As auditorias seriam generalizadas, vistas como um necessário "sair da secretária", que acabaria por melhorar e simplificar toda a administração pública.

Em vez de nomeações políticas ou por cunha, os concursos generalizar-se-iam, desde o menor dos lugares até aos mais importantes cargos administrativos nas empresas públicas (Director dos Correios, da Televisão estatal, de hospitais etc.). Isto também contribuiria para sanear rapidamente a administração pública,

O microcrédito promoveria as micro-empresas e o desenvolvimento regional, e não se oporia às obras maiores nem ao financiamento mais tradicional

Friday, January 01, 2010

Semear terrorismo

Ontem foi a Al Qaeda e o ataque às torres gêmeas. Hoje são duas guerras perdidas: o Iraque e o Afeganistão.

Enquanto não abandonarem o apoio às políticas sionistas de Israel e não deixarem de interferir nos países do Médio Oriente, os estados Unidos e os seus aliados semearão inimigos onde semearam guerra suja e danos colaterais.

Irão, Iémen, Afeganistão, Iraque, Somália. O extremismo islâmico alastra. Imperialismo gera imperialismo de sinal contrário.
 
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