Monday, July 28, 2014

ISRAEL PROVOCA UM HOLOCAUSTO E UM GENOCÍDIO SEMELHANTE ÀQUELE QUE OS JUDEUS SOFRERAM NA 2ª GUERRA MUNDIAL.

Invadem a Palestina, reiteradamente, ocupando território que não era deles, empurrando e destruindo propriedade alheia, matando os seus habitantes aos milhares e dezenas de milhar.
Quando se vê um gigante a bater num anão, os bem educados partidários da justiça de Salomão dizem: parem! Parem os dois!, como se o tamanho e a capacidade bélica de cada um destes povos fossem equivalentes ou proporcionais.
Como se a Palestina não tivesse o direito a defender-se!
É verdade que os palestinianos, e todos os islamistas, não conseguem defender-se nem fazer valer a diplomacia. São inábeis, conduzem a becos sem saída como recentemente se viu na Síria, no Egito, na Líbia e no Iraque.
Mas isso não lhes tira o direito à vida, nem à propriedade da terra em que habitam desde há milénios!
Antes os judeus foram mortos às mãos do nazismo. Agora o Governo de Israel constrói guetos, prende pessoas na sua própria terra, mata indiscriminadamente, como dantes os nazis faziam.
Não pretendo banir Israel do mapa mas defendo que os seus governantes devem ser forçados a respeitar os vizinhos e a negociar com eles tudo, desde a fundação deste país.

Thursday, June 12, 2014

No IDT, agora SICAD, reina a unicidade terapêutica, isto é: ninguém diverge

O programa deles para drogas e álcool é simples: desintoxicação mais psicoterapia, ou metadona mais psicoterapia. E ai de quem divergir disto.
Não há espaço para divergência, contestação ou investigação.
Esquecem-se de uma coisa essencial. A toxicodependência e o alcoolismo não são doenças do desenvolvimento infantil, provocadas por maus tratos ou ausência dos pais, tendo, sim, uma fortíssima componente genética.
Não atingem só personalidades imaturas, com perturbações de vinculação, mas muitas vezes personalidades normais e normativas, que passam rapidamente de uma situação de dependência para uma situação de utilidade e de sucesso sociais.
Sem dúvida que as más condições familiares e sociais agravam o problema mas não estão na sua génese.

A psicoterapia é portanto muitas vezes prejudicial, (porque aparece em vez de boas práticas) e dispensável, devendo ser substituída por desintoxicação e por uma abordagem familiar e individual, concomitantes, compreensivas e normativas.

Sunday, March 30, 2014

Parece que o desenvolvimento do país está empatado devido às pensões de Reforma

Em vez de baixar as pensões aos reformados o Governo deveria cortar nas prestações às parcerias publico-privadas.

Saturday, March 01, 2014

Praxes

As praxes são um exercício de humilhação, de submissão e de aceitação de códigos estúpidos. Estão associadas ao excesso de álcool, consumo de álcool nas escolas e publicidade deste produto entre adolescentes e jovens adultos.

Sou do tempo em que as praxes foram substituídas , pelos próprios estudantes, por uma semana de recepção aos caloiros. Vivíamos em plena guerra colonial e a pior praxe era ir combater para África. Foi por causa disso que os estudantes acabaram com as suas praxes privativas e as substituíram por práticas bem mais nobres.

As praxes não podem ser mitigadas nem eliminados os seus excessos. Ser Praxado é sempre uma má experiência. É preciso ir à própria essência do fenómeno e substituí-las por algo bem mais amigável, respeitador e integrativo.


Sunday, February 02, 2014

Cannabis e Saúde Pública

Há quem diga que a legalização da Cannabis vai favorecer a economia. Esquece-se dos gastos em saúde pública e do défice de relações humanas que isso representa


Cannabis aumenta risco de esquizofrenia

Publicado em 2009-12-01. Jornal de Notícias

O consumo de cannabis de alta potência e numa frequência diária aumenta até seis vezes o risco de doença psicótica, como a esquizofrenia, conclui um artigo científico publicado hoje, terça-feira, do qual o português Tiago Reis Marques é co-autor.
"O uso diário de uma cannabis mais potente aumenta até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou à agência Lusa o médico psiquiatra dos Hospitais da Universidade de Coimbra, a fazer doutoramento em Londres.
No Instituto de Psiquiatria de Londres, o português participa no estudo GAP (Genetics and Psychosis/Genética e Psicoses), cujos resultados são parcialmente publicados hoje, terça-feira, na edição de Dezembro do British Journal of Psychiatry (Jornal Britânico de Psiquiatria).
O investigador, de 33 anos, sublinhou, porém, que a cannabis "não é uma causa em si", mas antes um factor de risco e um precipitante de doença mental grave, como a esquizofrenia.
"Em pessoas que, com outros factores de risco associados, como genéticos ou sociais, estejam em risco aumentado, [o consumo] é um factor precipitante para a esquizofrenia", refere.
Há muito que as investigações se debruçam sobre as causas das psicoses, nomeadamente sobre factores genéticos ou sociais e consumo de drogas. A novidade deste estudo é a demonstração de que a potência da cannabis consumida e a frequência da sua utilização aumentam até seis vezes o risco de doença psicótica.
O investigador português explica que, actualmente, "a cannabis geneticamente modificada, a preferida pelos vulgares utilizadores", originária da Holanda e de outros países, "tem 12 a 18 por cento de THC, substância que provoca os vulgares sintomas, como euforia, desinibição, a vulgar 'moca', quando antes continha apenas dois a quatro por cento".
As "óbvias implicações para a sociedade" poderão passar por se olhar para a cannabis "não como uma droga somente leve, mas como uma droga que potencia e aumenta o risco de doença mental grave", antecipa Tiago Reis Marques.
Ressalvando que tal decisão se situa no nível político, o investigador antevê uma "implicação muito importante na agenda de saúde pública, assim como na forma como a política, criminal e legislativa, terá de olhar para a cannabis".

O passo seguinte da equipa que Tiago Reis Marques integra será continuar a perceber como é que a cannabis atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranóia, alucinações, sintomas de perseguição) e como é que a droga se combina com factores genéticos, por exemplo.

Friday, December 27, 2013

Poema de Natal à angústia, à tristeza e à solidão

                                                     "Bem alto foram os gritos e os braços erguidos,
bem amargas as lágrimas choradas.
E secas as lágrimas estalaram as raivas
nas florestas de braços aflitos.



... A Vida lá vai,
mais amada que ontem,
mais desejada que nunca!"

Manuel da Fonseca
(1911-1993) "Obra Poética"


Dedico este poema a António José Matias



Ainda é possível darem o melhor de vocês próprios
Convencer este país a entender-se
Conseguirmos o melhor de cada um
Conseguir-se que a economia melhore
Melhorar as relações humanas
Que este país meio africano e meio negreiro melhore, sem aceitar todos os defeitos dos outros Europeus
Existem movimentos de opinião por todo o lado, correntes,
ainda é possível contribuirmos para o combate à corrupção

Apenas basta continuardes a dar o melhor de cada um de vós
sem depressões, que só vos conduzem a baixar os braços
e só vos levam à morte antecipada
Sem os sentimentos de culpa que acompanham os justos
Sem ideias de suicídio.

Durante quanto tempo aguentareis sem depressões e sem ideias de morte?
Não sei
Sei no entanto que é o único caminho a percorrer
Sei que a maior virtude humana é o amor
e que o amor não custa dinheiro
Daí que possa ser criado em abundância
Até, mais uma vez, salvar o mundo,
e que as pessoas modificam os convívios e os prazeres da vida.
Abandonam os carros caros e as férias ricas
para ficarem só com o amor.

Sei que muitas pessoas e muitos povos
Já experimentaram o sabor amargo da derrota
Pensaram que tudo estava perdido, e que o mundo ia acabar
E no entanto não desistiram.

Sei que todos os povos já só ficaram sozinhos com o amor como único bem,
sem desistir.

Mas agora é necessário um amor mais forte ainda
Cheio de conhecimentos, de estratégias e defesas, de truques e de manhas
Mais corajoso e mais inventivo
Contra o sol que se apaga
E que vai matar primeiro
As manifestações frias da demência, da impessoalidade e da força bruta
Das máquinas vampirescas que nos enganam
Dos Estados corruptos que nos oprimem
Dos serviços de saúde que nos matam, por negligência e arrogância
Da imposição por todo o lado, sem dignidade nem escolha


Sei que amor é generativo
Inventa e ajuda a inventar coisas
E que vai salvar-nos


Domingos Neto
2013-12-25



 
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