Sunday, November 17, 2013
François Hollande quer ganhar protagonismo e poder sem princípios: agora é contra o acordo para controlar o enriquecimento de urânio no Irão
Alia-se com os maiores imperialistas do mundo: o governo Israelita.
E diz-se de esquerda. Que falta ética e de inteligência!
A ética e não construir colonatos na terra dos outros nem dar cabo deles não são de esquerda nem de direita.
São valores humanos que revelam a qualidade de qualquer pessoa e de qualquer político!
Sunday, October 27, 2013
António Costa
em SÁBADO,
9 DE MARÇO DE 2013, António
Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, na "quadratura do círculo".
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
“A situação
a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou
durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas
pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no
têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha
queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos
os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao
têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses
produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de
que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos
subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma
mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados
em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em
função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi
proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes
económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não
é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que
errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos
portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União
Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de
acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é
isso que estamos a pagar! A ideia de que os portugueses são responsáveis pela
crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme
embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há
alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de
consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem
a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas
últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme
manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local
enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis,
fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe
juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A
Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias
urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a
compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na
Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A
que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias
público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o
erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que,
com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis
conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do
europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo,
ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação
dos privilégios que nos arruinam. Há que renegociar as parcerias
público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se
um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não
é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que
se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a
corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem
condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."
Numa parte do mundo os trabalhadores vivem escravizados e sobre-explorados. Na outra parte para lá caminham!
Este ano o Prémio Nobel da economia foi atribuído ao
ultra-liberal Eugene Fama, que defende a auto-regulação dos mercados
financeiros que levou à crise do sub-prime e do crédito mal parado nas
economias americana e europeia.
Tal regulação é impossível. Todos os grupos humanos
tendem a abusar e os ricos, gestores de fortunas e de negócios, não são exceção.
Os resultados estão à vista:
Primeiro venderam máquinas e entregaram a produção
mundial aos chineses, vietnamitas, coreanos e indianos, que produzem tudo 10
vezes mais barato, Reduzindo a Europa e os Estados Unidos a praças financeiras,
com trabalhadores desempregados sustentados por uma economia que vivia de empréstimos
de juros baratos.
Depois os juros encareceram e agora é ver os
trabalhadores americanos e europeus, ativos e reformados, a serem desempregados,
a verem as pensões reduzidas, salários a baixarem, tudo para pagar aos credores
e ao grande capital.
Compram dirigentes políticos e controlam toda a economia.
Só que agora as suas sedes são, mais do que nunca, internacionais.
Numa parte do mundo os trabalhadores vivem escravizados e
sobre-explorados. Na outra parte para lá caminham!
As reformas vão acabar ou ficar residuais, e a classe média, esta conquista dos povos após a segunda guerra mundial, vai continuar a empobrecer.
A barbárie espreita-nos ou ainda não?
Friday, August 02, 2013
Quinta-feira surgiram duas notícias completamente desestabilizadoras nos jornais:
Os juízes do tribunal da Relação
do Porto obrigaram uma empresa a readmitir um funcionário despedido por ter
sido apanhado a trabalhar alcoolizado com uma taxa de 2,3g/l .
Um cão Pitbull que matou um bébé em Beja não
é executado e sai do canil para fazer um programa de reeducação, da Associação
Animal. Como sabemos há um grave risco de reincidência e estes programas são tudo menos seguros.
Os presidiários (um triplo homicida) andam à solta e
as vítimas não são protegidas. Os brandos costumes portugueses são o pior que há para as vítimas.
É isto Portugal? Aonde nos leva
esta loucura coletiva?
Thursday, July 25, 2013
Wednesday, July 24, 2013
Confesso que estou a rever as minhas posições sobre os islamistas
A deriva totalitária na Turquia fez-me desconfiar do
islamismo moderado e da impossibilidade de constituir um Estado Laico.
O mesmo aconteceu no Egito. Aqueles que foram eleitos por eleições
democráticas depressa evoluíram para a Sharia e para a criação de um estado
crente. Isto é, são eleitos em eleições democráticas mas quando chegam ao poder
tudo fazem para subverter o mecanismo democrático que os elegeu.
Contra esta tendência a única força eficaz parece ser uma
legião de Generais: os “prestigiados” exércitos do Paquistão, da
Turquia e do Egito, meio comprados pelos americanos e sempre prontos a atuar como
uma ditadura, a quem nem Mohamed ElBaradei resistiu.
Isto é: navega-se em círculos viciosos.
O islamismo moderado não faz frente nem protege do
islamismo radical.
Não aceitam que a crença seja um assunto privado. É perigoso ser agnóstico ou ateu nesses países.
A situação das mulheres é completamente degradante.
A circuncisão é um ato bárbaro.
Espero firmemente que um dia aceitem um estado laico, sem terem que perder as suas convicções.
Espero firmemente que um dia aceitem um estado laico, sem terem que perder as suas convicções.
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