Tuesday, August 31, 2010

Vários

Depois de ter derrotado o Ministério Público Sócrates vai agora derrotar o PSD, que, timidamente falou numa revisão constitucional onde se facilitassem os despedimentos.

A responsabilidade pela situação em que estamos não é só dos políticos. Pelo menos metade pertence à falta de sensibilidade e consciência democrática deste povo, que consente em votar em deputados em excesso, que não conhece e que não trabalham, para uma Assembleia da República completamente subserviente ao governo e às direcções partidárias.

O Governos de Salazar e Caetano eram de corrupção controlada. O de Sócrates é de corrupção descontrolada. Se não tivermos cuidado perderemos rapidamente o que nos resta de liberdade e democracia.

O Alcorão é muito parecido com o Antigo Testamento. Falta a revolução da bondade e do perdão introduzida por Cristo.

Friday, August 27, 2010

Curiosa a justiça em Portugal:

Em vez de ser o Ministério Público a destruir os males no caso Freeport foi este a destruir o Ministério Público.

José Sócrates salta de contente e fica a rir-se perante as criaturas atarantadas do MP que, tarde demais, lançam Comissões de Inquérito para saber como tudo correu tão mal.

E perante a perspectiva de votação do próximo Orçamento Geral do Estado é Sócrates que assusta o povinho com a ameaça de extinção do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social.

Grande Político! E está cheio de aliados!

Saturday, August 21, 2010

António José Saraiva, Director do jornal Sol, afirma que: discute-se muito o país mas ainda ninguém constatou uma meridiana evidência. Portugal está a caminho do Terceiro Mundo. Está a "terceiro-mundializar-se".
Nada que não tenhamos já afirmado aqui, a começar pela falta de confiança que inspiram os nossos governantes, a justiça, a saúde e a educação deste país. A corrupção visível e no entanto impossível de combater é precisamente uma dessas características.

Sunday, June 27, 2010

Portugal sempre foi um país que nunca estimou os seus maiores.

Desde Afonso de Albuquerque, e terminando agora em Saramago.

Estas duas pessoas só se podem igualar pela incompreensão e desprezo público que suscitaram

Mas Saramago pode comparar-se melhor a Fernando Pessoa.

Este último teria todas as razões para ser desprezado por Sousa Lara, Cavaco Silva e até Vasco Pulido Valente.

Era alcoólico.

E não devia ser dos simpáticos. Levava porrada, era considerado um lunático pelos do seu tempo e morreu de cirrose. Tal como Saramago, um comunista mal convertido, sempre contraditório, contundente, a sanear pessoas e mais tarde a defender os palestinianos.

A este último, ninguém, desta burguesia bem falante portuguesa, lhe perdoou ou compreendeu a sua obra, que se desprendeu da pessoa para passar a ter um alcance universal.

O pior é que, com este desprezo todo, quem se enfraquece é Portugal

Papa Bento XVI, segundo a revista Time de 7 de Junho:

“the church, therefore, has the profound need to learn penance again, to accept purification". And while forgiving sins may be a Christian imperative, Benedict said, “forgiveness does not replace justice”.


Comissão Parlamentar de Inquérito:

Eu esperava outra posição de Pedro Passos Coelho. Ao negar a transcrição das escutas devido a critérios tácticos, o PSD protege a corrupção no PS e corre o risco de ficar tão corrupto como ele.


Tuesday, June 15, 2010


Mota Amaral, presidente da Comissão de averiguação do Processo PT-TVI da Assembleia da República negou aos deputados o acesso aos extractos das gravações com José Sócrates e os outros intervenientes. Liquidou assim a capacidade de investigação dessa comissão sobre a eventual corrupção do actual Governo e do seu 1º ministro.

Aliado de Sócrates e do actual Governo? Parece que sim.

Cumplicidades antigas? Corrupções antigas comuns?

O que tem a dizer a isto Passos Coelho?


Sunday, June 13, 2010

Enriquecimento e domínio dos quadros do PS desde António Guterres.

Sempre me perguntei a mim próprio como António Guterres, com aquele ar mole, desmobilizador, moralista e amigo do laxismo, conseguiria convencer alguém e arranjar militantes.

Afinal foi à sua sombra que medrou outra espécie de gente: aqueles que arranjaram bons lugares e enriqueceram, num jogo de sombras de que era impossível estabelecer os contornos. Lugares arranjados sempre por confiança pessoal e política e nunca por concurso.

Esta política de nomeações vai até aos Directores de Serviço de muitos lugares técnicos, professores de Faculdades, e por aí a fora.

António Guterres ainda disfarçava. Com uma honestidade pessoal que ninguém contestou, deixou que à sua volta toda esta gente medrasse. Com José Sócrates todo este pessoal tomou directamente o poder.

Tomaram conta de praticamente todas as empresas públicas, municipais e participadas pelo Estado. Da Caixa Geral de Depósitos e do Millennium.

Tomaram conta dos meios de comunicação social, onde o Diário de Notícias e a TSF foram completamente neutralizadas, e se deu o grande assalto à TVI. Iam modificando Lisboa, com a terceira ponte e o Terminal de Alcântara.

Estiveram à beira de tomar o completamente o poder, como Chavez na Venezuela, ou como Berlusconi tenta em Itália.

Cercaram-se de pessoas ainda piores ou que de socialistas não têm nada.

São os novos ricos e os novos poderosos. Ganham com o país e mandam nele.

Contribuíram ainda mais para a neutralização e aviltamento da justiça, onde passou a bastar estar calado em tribunal para não se ser acusado. Os agentes de justiça parecem virgens imaculadas. Não podem tocar nos factos para não serem influenciados por eles.

Toda esta desordem faz de Portugal um país onde se torna difícil viver, ter dignidade e esperança.

Infelizmente o outro partido do poder (PSD) tem as mesmas tradições, a menos que mude agora.

Portugal necessita de uma governação inteligente e honesta que:

Rentabilize a Administração Pública e a torne transparente, honesta (escolhida por concursos excepto nos muito poucos casos em que é necessária a nomeação política)

Fomente as empresas, a agricultura e a pesca.

Invista onde somos geniais. No mar e no Ultramar.

Baseada neste suporte faça Portugal ombrear, com força e originalidade, com os países da União Europeia, de que fazemos parte.

Nada disto deve fazer-se de ânimo leve mas tudo previamente estudado e comparado com o que se faz lá fora.

 
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