Tuesday, August 14, 2007
Para que se respeite o tabu da guerra é preciso que se criem condições para uma paz duradoura. Ora as democracias Europeias e Norte-Americana vivem há 50 anos com mortos ao lado da sua cama, que é aquilo que se faz com os palestinianos. Nenhuma democracia digna desse nome e sobretudo nenhuma ordem internacional duradouramente pacífica conseguirão sobreviver com esse crime permanente, com esse genocídio permanente.
Provavelmente Israel foi considerado em tempos uma espécie de válvula de segurança na região, na medida em que podia conter estados árabes instáveis, e na região do petróleo podia ser uma guarda avançada dos interesses ocidentais. Mas não; Israel não é nada disso mas sim um foco permanente de tensão, de problemas e de insegurança.
Provavelmente a única solução para este genocídio é Israel e Palestina serem considerados um só país. A destruição foi tão grande, o roubo foi tão permanente que, provavelmente, só haverá esta solução, com uma democracia verdadeiramente representativa das duas populações, e com uma indemnização a todas as vítimas e a todos os espoliados deste conflito.
Sunday, July 15, 2007
Mau sinal que Arcadi Gaydamak, oligarca russo fugido em Israel à justiça internacional, pretenda formar um partido nesse país. Mostra o estado a que chegou a política no Médio Oriente. Os dirigentes israelitas são cada vez mais Senhores da Guerra, enquanto os Estados Unidos e a Europa intervêm abundantemente, desfazendo equilíbrios de forças e mecanismo democráticos.
Sunday, July 01, 2007
O psiquiatra Palestiniano, Eyad Sarraj, da Faixa de Gaza, defende um Estado Israelita e Palestiniano único. Outro com quem eu concordo. Depois de toda a destruição e ocupação feitas parece-me impossível outra coisa. Depois de restabelecer a democracia em toda a região, a exemplo do que se fez na África do Sul, e depois de indemnizar particulares e famílias espoliados e assassinados.
Thursday, June 28, 2007
Parece-me que a estratégia do mundo ocidental para lidar com o Islão tem sido incompleta, perigosa e errada, com consequências à vista. Está a perder os poucos aliados que tinha no terreno, títeres fracos e sem qualquer apoio popular, como Musharraf, Mahmoud Abbas, para não falar do presidente do Iraque. Bem os ajuda com todo o seu potencial financeiro, militar e dos serviços secretos, mas de nada serve, como se tem visto no Líbano e na Faixa de Gaza.
Em contrapartida o Islão mais entrosado nas populações avança, e é completamente errado considerá-lo como uma força radical: o movimento xiita no Irão e Iraque, líderes como Moqtada al Sadr, Mohamed Ahmadinejad, Hassan Nasrallah, Ismail Haniyeh, têm uma verdadeira implantação popular, e no dia em que eles caírem outros da mesma linha os substituirão rapidamente.
Parece-me que, enquanto o terrorismo sunita é realmente perigoso e irrecuperável, devia considerar-se a verdadeira implantação popular dos Xiitas, deixar de lhes chamar radicais ou terroristas, e negociar com eles.
A falta desta negociação atira os islamistas chamados moderados e colaboradores com o ocidente para o abismo, e favorece todos os radicalismos. Se se persistir no erro de não permitir a entrada da Turquia na União Europeia esta transformar-se-á cada vez mais num clube fechado, privado, incapaz de aumentar e de se reproduzir, e sem capacidade política própria.
Pelo contrário, se os islamistas se sujeitassem aos líderes europeus e norte americanos, aconteceria aos seus países o mesmo que à África, o continente mais pobre do mundo, minado pela corrupção e sem qualquer voz política própria.
Saturday, June 02, 2007
Em que é que se deve votar para a Câmara de Lisboa? Em José de Sá Fernandes e, em segundo lugar, em António Costa. Diz Saldanha Sanches, e eu concordo, que a Câmara de Lisboa precisa de uma enorme mudança nos seus mecanismos de gestão, na linha do que fizeram Rui Rio no Porto e Paulo Macedo com os impostos. Estas 3 últimas pessoas são do melhor que existe em Portugal, em rigor e coragem pessoal e política. Mas não vou votar em António Costa porque ele já está praticamente eleito e porque também é preciso homenagear José de Sá Fernandes e que ele fique na Câmara.
Helena Roseta não tem qualquer razão quando afirma que um vereador não deve vigiar os colegas. Pelo Contrário, José de Sá Fernandes fez um trabalho meritório e corajoso. Merece ser reeleito.
Helena Roseta não tem qualquer razão quando afirma que um vereador não deve vigiar os colegas. Pelo Contrário, José de Sá Fernandes fez um trabalho meritório e corajoso. Merece ser reeleito.
Monday, May 28, 2007
Sunday, May 27, 2007
Os Estados Unidos, neste momento, não estão apenas a fazer a guerra do Iraque, mas, através dos seus serviços secretos, e de Israel, a quem ajudam, estão envolvidos:
Na ajuda militar a Mahmoud Abbas, contra o movimento Hamas.
Na tentativa de derrube do governo do Irão.
Na ajuda militar ao governo do Líbano.
Tanta ingerência e tanta interferência! Eles próprios criam e fomentam fundamentalismos! A União Europeia ajuda, ou não se opõe, numa posição também claramente imperialista.
Este pecado irá corroer a democracia europeia e, provavelmente, preparar uma nova guerra. Pertence aos limites da democracia actual.
Na ajuda militar a Mahmoud Abbas, contra o movimento Hamas.
Na tentativa de derrube do governo do Irão.
Na ajuda militar ao governo do Líbano.
Tanta ingerência e tanta interferência! Eles próprios criam e fomentam fundamentalismos! A União Europeia ajuda, ou não se opõe, numa posição também claramente imperialista.
Este pecado irá corroer a democracia europeia e, provavelmente, preparar uma nova guerra. Pertence aos limites da democracia actual.
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