Friday, August 19, 2005

Como fazer pedagogia política? Por exemplo, ajudar as nações árabes e muçulmanas a serem democráticas sem as invadir? Ser ao mesmo tempo firme contra o fundamentalismo e a negação de direitos humanos e atractivo como sistema democrático? Se alguém souber a resposta que me diga

Sunday, August 14, 2005

Os verdadeiros desígnios nacionais, para os próximos 30 anos. Não vejo outros

Diminuir as despesas do Estado e equilibrar as finanças públicas.

Resolver, na medida do possível, o problema energético do país, recorrendo a barragens e a sistemas eólicos.

Acabar o saneamento básico do país

Promover o ordenamento e o embelezamento do território, recuperando casas degradadas e dando destino aos velhos e novos mamarrachos (estádios de futebol do Euro 2004, centros de interpretação de parques naturais, muitos à moscas e de manutenção caríssima), obras de fachada desta democracia nova.

Eliminar passagens de nível nos caminhos-de-ferro

Fazer cooperativas de produtores florestais, que, entre outras coisas, limpem as matas e eliminem os incêndios

Devolver auto-estima e sentimento de identidade ao povo português, eliminando o Portugal a duas velocidades e esta velha mania de não gostar do que somos nem do que fazemos.

Modificar a constituição, promovendo a responsabilidade dos deputados, os concursos em vez das nomeações políticas, e democratizando mais o país.

Wednesday, August 10, 2005

Como é possível que programas tão absurdos como a Ota e o TGV passem à frente de verdadeiros desígnios nacionais, como
Fazer cooperativas de produtores florestais, que, entre outras coisas, limpem as matas e eliminem os incêndios
Promover o saneamento básico do país
Promover o ordenamento e o embelezamento do território, recuperando casas degradadas e os novos mamarrachos
Eliminar passagens de nível nos caminhos-de-ferro
Resolver, na medida do possível, o problema energético, recorrendo a barragens e a sistemas eólicos.
Devolver auto-estima e sentimento de identidade ao povo português, eliminando o Portugal a duas velocidades.

Será que os nossos governantes estão comprados? Que clientelas servem? Parece que têm 2 agendas. Ao fim de pouco tempo de Governo perdem a vergonha e repetem sempre os mesmos erros.

Wednesday, July 27, 2005

Hoje saiu um manifesto no Diário de Notícias, assinado por António Carrapatoso, João Salgueiro, Silva Lopes, Medina Carreira, entre outros, contra os investimentos “estruturantes”, da OTA e TGV. Não posso senão apoiar tal manifesto!

E contraponho desde já outro investimento, este sim, realmente estruturante: os banhistas são proibidos de se banhar na praia de Albufeira, devido a problemas com uma ETAR. Calcule-se o que isto provoca, nesta altura do ano, de prejuízo para o turismo!

Leiam o post de 24 de Julho:

Àqueles que defendem a Ota e o TGV como programa de investimentos e de modernização de Portugal contraponho 2 outros grandes desígnios nacionais: completar o saneamento básico, reconstruir e recuperar os centros históricos, eliminar as passagens de nível, tornar este país decente, sem vergonha de si próprio, eliminando o Portugal a 2 velocidades.

Sunday, July 24, 2005

A demissão do Ministro das Finanças Campos e Cunha é um golpe grande na credibilidade do governo e na política económica do país.
Àqueles que defendem a Ota e o TGV como programa de investimentos e de modernização de Portugal contraponho 2 outros grandes desígnios nacionais: completar o saneamento básico, reconstruir e recuperar os centros históricos, eliminar as passagens de nível, tornar este país decente, sem vergonha de si próprio, eliminando o Portugal a 2 velocidades.

O Mário Soares para Presidente da República cheira demasiado a remake. O seu tempo já passou, nem promete nada de jeito nas políticas económicas.

José Eduardo Agualusa no Público de Domingo, 24 de Setembro: Acabem com as ajudas a África. Elas são uma das causas do seu subdesenvolvimento.

Tuesday, July 19, 2005

A quantidade de água desperdiçada nos sistemas de rega automática em Lisboa. Estou a imaginar os contratos em que a Câmara fornece a água e depois não tem qualquer controle nem vigilância sobre a forma como ela é gasta!

Sunday, July 03, 2005

Os nossos notáveis desprezam o nosso povo



Os nossos notáveis desprezam o nosso povo
A música popular aparece como música pimba que, diga-se de passagem, vende muito mais do que a música mais cultural, progressista ou de intervenção.
Alguns cantores populares têm muito mais sucesso do que alguns cantores mais politicamente correctos
Os romances populares apresentam-se dissociados da literatura mais erudita.
E como resultado disso a vida cultural portuguesa apresenta-se dissociada entre uma vida cultural erudita e uma vida cultural popular. A primeira não puxa pela segunda mas aparece em negação em relação com ela.
Portugal é, assim, um país dissociado, que, sendo uma coisa, pretende parecer que é outra.


A peregrinação a Fátima, a pé, exprime bem o atraso deste país e o seu estatuto de dissociado, no seu apoio aos peregrinos. O perigo de atropelamento é uma constante; lixo por todo o lado! Falta de áreas de descanso, a não ser no caminho a partir de Lisboa que, por acaso, nem deve ser o mais praticado.
Falta tudo: vias pedonais e passeios seguros nas bermas das estradas, para as pessoas andarem confortavelmente, respeitando os seus costumes e tradições; áreas de descanso e merenda, vias alternativas para quem pretende fazer caminhos mais perto da natureza, passeios em Fátima, acessos para deficientes.
Falta também uma informação e um sentido histórico do evento, e uma oferta turístico cultural na própria vila, com preservação do seu centro histórico, oferta de cultura, gastronomia e tradições locais, em vez de ser um bazar gigante de quinquilharia.
Esta vila ganhou fortunas à custa dos peregrinos e trata-os tão mal!
A Galiza ganhou notoriedade com os Caminhos de Santiago. Em Fátima falta um poderoso movimento cultural a favor deste evento e desta peregrinação, acredite-se ou não no milagre!



A busca energética, por parte da China, e a reacção americana, correm o risco de destabilizar definitivamente o planeta.






 
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