Portugal, como país da periferia da Europa, é parecido com a Sérvia ou com Marrocos, e as conclusões a tirar daí
Não gosta de ser como é nem se aceita como é
Julgou-se, durante muito tempo, um guardião da civilização ocidental e cristã, quando, de facto, era um país violento, pouco democrático e pouco civilizado. Sendo um país fundamentalmente cristão não aceita as influências islâmicas.
Não dá o devido valor à investigação.
Não aceita as suas pessoas nem os seus costumes (chama-lhes Pimba).
Muitas vezes as pessoas são indisciplinadas e aceitam pouco as normas. Têm pouco respeito por regras e pelas instituições que, aliás, se fazem pouco respeitar.
Mal faz alguma coisa com maior qualidade sobe esse produto para preços proibitivos. Um país de coisas caras, sobretudo se as compararmos com os salários das pessoas.
Um país de importadores
Muita sujidade, porcaria, detritos, muita corrupção
VAI DAR MUITO TRABALHO PARA MUDAR ISTO TUDO!
Mas há também as coisas positivas do povo português, por exemplo a sua convivialidade, informalismo e capacidade de adaptação
Monday, May 30, 2005
Sunday, May 22, 2005
Tuesday, May 17, 2005
O caso Farfalha mostra como a pedofilia osorre em sociedades fechadas, autoritárias, onde as famílias se identificam com os agressores. Um grande louvor ao Ministério Público e às autoridades da região, que souberam contrariar a corrente dominante.
Não precisaremos de mais regionalização, ou pelo menos da forma desastrosa como tem sido feita, mas de mais supervisão da regionalização actual por uma entidade central moderna, vigilante e isenta.
Não precisaremos de mais regionalização, ou pelo menos da forma desastrosa como tem sido feita, mas de mais supervisão da regionalização actual por uma entidade central moderna, vigilante e isenta.
Sunday, May 01, 2005
Olhando o artigo de Pacheco Pereira no Público de 2005-04-28 só podemos estar de acordo. Portugal está quase reduzido a um monte de lixo, com construção por todo o lado, ruínas a céu aberto. Estragos de monta.
Nunca ninguém mais fez urbanismo, desde os Olivais e as primeiras obras do Estado Novo. Entregues às Câmaras, os PDMs estiolam, cheios de excesso de construção.
Portugal precisa de mais centralização, e não de menos centralização. Precisa de um PDM nacional, mais restritivo, a sério, que trave o excesso de construção, que é uma coisa que ainda não tem, em vez dos PDMs municipais.
Precisa de mais centralização e de menos burocracia.
Precisa de alguém que multe por os cidadãos atravessarem fora das faixas, por deixaram os cães defecarem no chão. Parece ridículo mas trata-se de uma filosofia de vida em sociedade.
E é preciso que isto tudo se faça em democracia!
Nunca ninguém mais fez urbanismo, desde os Olivais e as primeiras obras do Estado Novo. Entregues às Câmaras, os PDMs estiolam, cheios de excesso de construção.
Portugal precisa de mais centralização, e não de menos centralização. Precisa de um PDM nacional, mais restritivo, a sério, que trave o excesso de construção, que é uma coisa que ainda não tem, em vez dos PDMs municipais.
Precisa de mais centralização e de menos burocracia.
Precisa de alguém que multe por os cidadãos atravessarem fora das faixas, por deixaram os cães defecarem no chão. Parece ridículo mas trata-se de uma filosofia de vida em sociedade.
E é preciso que isto tudo se faça em democracia!
Monday, April 25, 2005
Nicolau Santos, no Expresso de 2005-04-23 diz que a nossa Nokia tem de ser o mar. Acredito um pouco, mas para isso é preciso uma grande mudança de mentalidades em Portugal.
Até hoje os israelitas não recuaram nem um centímetro nos territórios ocupados aos Palestinianos, apesar das promessas em contrário, das supostas pressões e das indemnizações milionárias prometidas aos ocupantes ilegais: mais tarde ou mais cedo o povo palestiniano perguntará a Mahmoud Abbas, se são estes os resultados do cessar-fogo? Se é este o valor da aproximação americana?
É preciso que se voltem a construir, em Portugal, bairros com a densidade de fogos por hectare que existe nos Olivais. Só assim se preserva a qualidade de vida que não existe em Telheiras, no Parque dos Príncipes ou na Expo.
Os bispos de Dili e de Baucau pretendem a demissão do Governo de Mário Alkatiri, porque este pretende tornar facultativo o ensino da disciplina de religião. A igreja católica abusa. Abusa-se sempre quando se tem um elevado estatuto e se é querido e influente no povo.
Uma democracia é realmente um regime frágil porque há uma limitação tanto dos mandatos como da vontade de mandar dos governantes. Há uma limitação por 4 anos. Há uma limitação por sufrágio universal, etc. …. Mas sendo frágil nos líderes, é onde é mais forte na sociedade civil, A força da sociedade civil compensa com sucesso os limites e a rotatividade dos líderes.
Até hoje os israelitas não recuaram nem um centímetro nos territórios ocupados aos Palestinianos, apesar das promessas em contrário, das supostas pressões e das indemnizações milionárias prometidas aos ocupantes ilegais: mais tarde ou mais cedo o povo palestiniano perguntará a Mahmoud Abbas, se são estes os resultados do cessar-fogo? Se é este o valor da aproximação americana?
É preciso que se voltem a construir, em Portugal, bairros com a densidade de fogos por hectare que existe nos Olivais. Só assim se preserva a qualidade de vida que não existe em Telheiras, no Parque dos Príncipes ou na Expo.
Os bispos de Dili e de Baucau pretendem a demissão do Governo de Mário Alkatiri, porque este pretende tornar facultativo o ensino da disciplina de religião. A igreja católica abusa. Abusa-se sempre quando se tem um elevado estatuto e se é querido e influente no povo.
Uma democracia é realmente um regime frágil porque há uma limitação tanto dos mandatos como da vontade de mandar dos governantes. Há uma limitação por 4 anos. Há uma limitação por sufrágio universal, etc. …. Mas sendo frágil nos líderes, é onde é mais forte na sociedade civil, A força da sociedade civil compensa com sucesso os limites e a rotatividade dos líderes.
Monday, April 18, 2005
Não tenho nada contra a abertura da casa da música, que até custou 100 milhões de Euros e se arrisca a ser outra obra de fachada do género de construir novo mas não conservar o que existe mas, atenção, que há salas do Conservatório Nacional a cair, com rachas de alto a baixo, conforme a SIC noticiou em 2005-04-17.
Confesso que me faz muita impressão a opinião de Luís Salgado Matos no Público de 2005-04-18, finis Europae, onde afirma que “não é de excluir que o modelo social europeu impluda como implodiu o comunismo russo”, porque é centralizdo, rígido e oposto ao mercado mundial.
Os remédios que preconiza para evitar isso são fracos, embora, provavelmente, realistas: “produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade”. Mas os países emergentes também sabem aumentar a inovação e a competitividade, e provavelmente com menos custos económicos e sociais.
Uma das vantagens da globalização é que, finalmente, há mais dinheiro para os países pobres. Mas parece que isto está a ser feito à custa do modelo social europeu.
Os remédios que preconiza para evitar isso são fracos, embora, provavelmente, realistas: “produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade”. Mas os países emergentes também sabem aumentar a inovação e a competitividade, e provavelmente com menos custos económicos e sociais.
Uma das vantagens da globalização é que, finalmente, há mais dinheiro para os países pobres. Mas parece que isto está a ser feito à custa do modelo social europeu.
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