Sunday, September 23, 2007



A guerra dos Estados Unidos contra o Irão parece-me inevitável e o resultado imprevisível. Pensa Bush que iria proteger a retirada das tropas dos Estados Unidos do Iraque, na medida em que iria diminuir a influência Xiita na região. Mas Bush irá certamente enganar-se mais uma vez, porque irá defrontar um país aguerrido e disciplinado, que teve tempo de escavar túneis e de preparar a defesa. Se o fizer será um novo fiasco como foi a guerra de Israel contra o Hezzbollah. Como os Estados Unidos não gostam de fiascos poderiam ter a tentação de um envolvimento cada vez maior na região, que poderia terminar num conflito generalizado ou mesmo nuclear de dimensões catastróficas.

Muitos estadistas e analistas europeus e ocidentais não vêem esse perigo e põem-se perigosamente numa neutralidade de facto anti-islamista (como com essa patetice das caricaturas, que demonstram a supremacia da nossa civilização) ou ao lado dos Estados Unidos. Sarkozy parece ser um deles. Vasco Pulido Valente, lúcido e inteligente, mostra aqui o seu pessimismo e a sua costela de direita, ao chamar ao Islão uma civilização falhada. Falhada em quê e aonde? Na Indonésia? Na Índia? Em Marrocos? Na Turquia? Pobre Vasco, como se engana! Esta guerra, se for começada será mais um passo no declínio da liderança mundial dos Estado Unidos e da Europa. Do mundo dito ocidental.

Parece que cada guerra deixa o germe da seguinte: A criação do Estado Sionista em terra Palestina, a seguir à segunda Guerra Mundial, na esteira do arrependimento dos massacres de Judeus feitos pelos Nazis, pode preparar, qual ovo de serpente, o eclodir da terceira. O cinismo dos estadistas e analistas europeus ajuda isso.


Wednesday, September 19, 2007


Ruínas no sítio chamado Crespo, no Chança. Beleza e abandono

Tuesday, September 18, 2007

A visita de Sarkozy, de Sócrates e de outros líderes europeus a Bush, e as recentes declarações de Kouchner, destinam-se a sancionar um ataque ao Irão por parte dos americanos? Parece bem que sim

Sunday, September 09, 2007

A progressiva implantação de movimentos islâmicos na Turquia, em Marrocos, é um bom sinal, porque não se identificam com o terrorismo nem com a Al-Qaeda, não se poderão chamar de radicais ou fundamentalistas e são genuínos, nacionais, eleitos democraticamente e uma alternativa séria:
Aos regimes corruptos da Arábia, do Egipto, do Paquistão, que alinham totalmente com a Europa e com os Estados Unidos
E aos diferentes nacionalismos árabes.

Saturday, September 08, 2007

A localização do novo aeroporto na Ota é uma solução de há 20 ou 30 anos. A sua distância de Lisboa implica gasolina barata, e que não acaba. Pressupõe também que as cidades do interior estivessem mais desenvolvidas, o que, infelizmente, não se verifica.



Oprah e Barack Obama: duas faces de uma nova América. Este último parece ser menos político que Hillary Clinton. E, provavelmente mais sincero e mais sinceramente de esquerda.

A população dos Estados Unidos deve votar nele.

Tuesday, August 14, 2007



Para que se respeite o tabu da guerra é preciso que se criem condições para uma paz duradoura. Ora as democracias Europeias e Norte-Americana vivem há 50 anos com mortos ao lado da sua cama, que é aquilo que se faz com os palestinianos. Nenhuma democracia digna desse nome e sobretudo nenhuma ordem internacional duradouramente pacífica conseguirão sobreviver com esse crime permanente, com esse genocídio permanente.
Provavelmente Israel foi considerado em tempos uma espécie de válvula de segurança na região, na medida em que podia conter estados árabes instáveis, e na região do petróleo podia ser uma guarda avançada dos interesses ocidentais. Mas não; Israel não é nada disso mas sim um foco permanente de tensão, de problemas e de insegurança.
Provavelmente a única solução para este genocídio é Israel e Palestina serem considerados um só país. A destruição foi tão grande, o roubo foi tão permanente que, provavelmente, só haverá esta solução, com uma democracia verdadeiramente representativa das duas populações, e com uma indemnização a todas as vítimas e a todos os espoliados deste conflito.


 
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