Nicolau Santos, no Expresso de 2005-04-23 diz que a nossa Nokia tem de ser o mar. Acredito um pouco, mas para isso é preciso uma grande mudança de mentalidades em Portugal.
Até hoje os israelitas não recuaram nem um centímetro nos territórios ocupados aos Palestinianos, apesar das promessas em contrário, das supostas pressões e das indemnizações milionárias prometidas aos ocupantes ilegais: mais tarde ou mais cedo o povo palestiniano perguntará a Mahmoud Abbas, se são estes os resultados do cessar-fogo? Se é este o valor da aproximação americana?
É preciso que se voltem a construir, em Portugal, bairros com a densidade de fogos por hectare que existe nos Olivais. Só assim se preserva a qualidade de vida que não existe em Telheiras, no Parque dos Príncipes ou na Expo.
Os bispos de Dili e de Baucau pretendem a demissão do Governo de Mário Alkatiri, porque este pretende tornar facultativo o ensino da disciplina de religião. A igreja católica abusa. Abusa-se sempre quando se tem um elevado estatuto e se é querido e influente no povo.
Uma democracia é realmente um regime frágil porque há uma limitação tanto dos mandatos como da vontade de mandar dos governantes. Há uma limitação por 4 anos. Há uma limitação por sufrágio universal, etc. …. Mas sendo frágil nos líderes, é onde é mais forte na sociedade civil, A força da sociedade civil compensa com sucesso os limites e a rotatividade dos líderes.
Monday, April 25, 2005
Monday, April 18, 2005
Não tenho nada contra a abertura da casa da música, que até custou 100 milhões de Euros e se arrisca a ser outra obra de fachada do género de construir novo mas não conservar o que existe mas, atenção, que há salas do Conservatório Nacional a cair, com rachas de alto a baixo, conforme a SIC noticiou em 2005-04-17.
Confesso que me faz muita impressão a opinião de Luís Salgado Matos no Público de 2005-04-18, finis Europae, onde afirma que “não é de excluir que o modelo social europeu impluda como implodiu o comunismo russo”, porque é centralizdo, rígido e oposto ao mercado mundial.
Os remédios que preconiza para evitar isso são fracos, embora, provavelmente, realistas: “produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade”. Mas os países emergentes também sabem aumentar a inovação e a competitividade, e provavelmente com menos custos económicos e sociais.
Uma das vantagens da globalização é que, finalmente, há mais dinheiro para os países pobres. Mas parece que isto está a ser feito à custa do modelo social europeu.
Os remédios que preconiza para evitar isso são fracos, embora, provavelmente, realistas: “produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade”. Mas os países emergentes também sabem aumentar a inovação e a competitividade, e provavelmente com menos custos económicos e sociais.
Uma das vantagens da globalização é que, finalmente, há mais dinheiro para os países pobres. Mas parece que isto está a ser feito à custa do modelo social europeu.
Monday, April 11, 2005
Nicolau Santos, no Expresso de 2005-04-09 comenta, em meu entender bem, a situação económica mundial. Sem lugar para optimismos. Sugere que o petróleo pode subir até 105 dólares o barril.
Isto deve-se ao esgotamento de algumas reservas, ao aumento de consumo e ao facto da China estar a entrar no negócio, como uma consumidora insaciável, que aumentou as suas compras em 2004 em 35%, sendo responsável por 8% do consumo mundial e por 1/3 do aumento de procura.
Por outro lado a oferta de petróleo já não é exclusivamente controlada por multinacionais (as 7 irmãs, mas por muitas companhias nacionalizadas, pertencentes a países produtores.
Neste sentido, a Agência Internacional de Energia sugere medidas drásticas de poupança de combustível, e os países da Europa preparam-se para terem um ritmo de crescimento de 1,6%, muito mais baixo do que o inicialmente previsto.
Energia eólica e energia solar, recuperar atrasos e tempos perdidos são, a par de poupança, as prioridades para este momento em Portugal, para não perdermos nem a competitividade nem o conforto a que nos habituámos ao longo de decénios.
Isto deve-se ao esgotamento de algumas reservas, ao aumento de consumo e ao facto da China estar a entrar no negócio, como uma consumidora insaciável, que aumentou as suas compras em 2004 em 35%, sendo responsável por 8% do consumo mundial e por 1/3 do aumento de procura.
Por outro lado a oferta de petróleo já não é exclusivamente controlada por multinacionais (as 7 irmãs, mas por muitas companhias nacionalizadas, pertencentes a países produtores.
Neste sentido, a Agência Internacional de Energia sugere medidas drásticas de poupança de combustível, e os países da Europa preparam-se para terem um ritmo de crescimento de 1,6%, muito mais baixo do que o inicialmente previsto.
Energia eólica e energia solar, recuperar atrasos e tempos perdidos são, a par de poupança, as prioridades para este momento em Portugal, para não perdermos nem a competitividade nem o conforto a que nos habituámos ao longo de decénios.
Sunday, April 10, 2005
O jornal Público, de 2005-04-09, comenta as recentes medidas do Ministro da Saúde, Correia de Campos, de mudar o nome dos hospitais SA para Hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais), sem que, de facto, nada mude de substancial, a não ser uma menor preocupação com o lucro, isto é, com a economia de meios e de custos.
Tem toda a razão o editorialista do Público, no meu entender. Mudar só por mudar é provavelmente o que estamos a assistir. Vamos a ver o que vem mais!
Tem toda a razão o editorialista do Público, no meu entender. Mudar só por mudar é provavelmente o que estamos a assistir. Vamos a ver o que vem mais!
Tuesday, April 05, 2005
O Público de 2005-04-06 apresenta uma visão pessimista sobre o crescimento do PIB português, que a Comissão Europeia prevê eu seja de metade da média europeia, com um défice de 4,9% para 2005. Portugal precisa de mudar quase tudo: mudar de indústrias, reduzir a Função Pública em efectivos e salários, aumentar a eficiência de procedimentos.
O Expresso de 2005-04-06 também põe o dedo na ferida: Nicolau Santos afirma que o custo médio de mão de obra na Europa é de 40 dólares, na Europa de Leste é de 4 e na China é de 40 cêntimos. Não há aumento de produtividade que resista! ou a globalização é modificada ou estaremos todos, no mundo ocidental, muito mal dentro em breve!
O Expresso de 2005-04-06 também põe o dedo na ferida: Nicolau Santos afirma que o custo médio de mão de obra na Europa é de 40 dólares, na Europa de Leste é de 4 e na China é de 40 cêntimos. Não há aumento de produtividade que resista! ou a globalização é modificada ou estaremos todos, no mundo ocidental, muito mal dentro em breve!
Monday, March 21, 2005
Coisas para os portugueses aprenderem a fazer
Não estacionar em cima dos passeios
Não estacionar em cima de jardins ou de relva, mesmo quando já destruída
Atravessar nas passadeiras de peões e nas faixas desniveladas
Não deitar lixo para o chão, para a rua, para os campos
Não deitar lixo de carros em andamento
Apanhar os dejectos que os seus cães fazem nas ruas, jardins e passeios
Tarefas básicas de um Governo
Fazer ordenamento do território
Fazer saneamento básico
Fazer prevenção de fogos florestais
Promover ambientes sustentáveis para vida selvagem
Acabar com as passagens de nível nas ferrovias
Promover medidas de integração social
É preciso promover responsabilidades partilhadas entre os cidadãos e o governo
Política internacional: confesso que fiquei muito impressionado com o voto maciço dos cidadãos no Iraque, e que não estava mesmo nada à espera
Subscribe to:
Posts (Atom)