Confesso que me faz muita impressão a opinião de Luís Salgado Matos no Público de 2005-04-18, finis Europae, onde afirma que “não é de excluir que o modelo social europeu impluda como implodiu o comunismo russo”, porque é centralizdo, rígido e oposto ao mercado mundial.
Os remédios que preconiza para evitar isso são fracos, embora, provavelmente, realistas: “produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade”. Mas os países emergentes também sabem aumentar a inovação e a competitividade, e provavelmente com menos custos económicos e sociais.
Uma das vantagens da globalização é que, finalmente, há mais dinheiro para os países pobres. Mas parece que isto está a ser feito à custa do modelo social europeu.
Monday, April 18, 2005
Monday, April 11, 2005
Nicolau Santos, no Expresso de 2005-04-09 comenta, em meu entender bem, a situação económica mundial. Sem lugar para optimismos. Sugere que o petróleo pode subir até 105 dólares o barril.
Isto deve-se ao esgotamento de algumas reservas, ao aumento de consumo e ao facto da China estar a entrar no negócio, como uma consumidora insaciável, que aumentou as suas compras em 2004 em 35%, sendo responsável por 8% do consumo mundial e por 1/3 do aumento de procura.
Por outro lado a oferta de petróleo já não é exclusivamente controlada por multinacionais (as 7 irmãs, mas por muitas companhias nacionalizadas, pertencentes a países produtores.
Neste sentido, a Agência Internacional de Energia sugere medidas drásticas de poupança de combustível, e os países da Europa preparam-se para terem um ritmo de crescimento de 1,6%, muito mais baixo do que o inicialmente previsto.
Energia eólica e energia solar, recuperar atrasos e tempos perdidos são, a par de poupança, as prioridades para este momento em Portugal, para não perdermos nem a competitividade nem o conforto a que nos habituámos ao longo de decénios.
Isto deve-se ao esgotamento de algumas reservas, ao aumento de consumo e ao facto da China estar a entrar no negócio, como uma consumidora insaciável, que aumentou as suas compras em 2004 em 35%, sendo responsável por 8% do consumo mundial e por 1/3 do aumento de procura.
Por outro lado a oferta de petróleo já não é exclusivamente controlada por multinacionais (as 7 irmãs, mas por muitas companhias nacionalizadas, pertencentes a países produtores.
Neste sentido, a Agência Internacional de Energia sugere medidas drásticas de poupança de combustível, e os países da Europa preparam-se para terem um ritmo de crescimento de 1,6%, muito mais baixo do que o inicialmente previsto.
Energia eólica e energia solar, recuperar atrasos e tempos perdidos são, a par de poupança, as prioridades para este momento em Portugal, para não perdermos nem a competitividade nem o conforto a que nos habituámos ao longo de decénios.
Sunday, April 10, 2005
O jornal Público, de 2005-04-09, comenta as recentes medidas do Ministro da Saúde, Correia de Campos, de mudar o nome dos hospitais SA para Hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais), sem que, de facto, nada mude de substancial, a não ser uma menor preocupação com o lucro, isto é, com a economia de meios e de custos.
Tem toda a razão o editorialista do Público, no meu entender. Mudar só por mudar é provavelmente o que estamos a assistir. Vamos a ver o que vem mais!
Tem toda a razão o editorialista do Público, no meu entender. Mudar só por mudar é provavelmente o que estamos a assistir. Vamos a ver o que vem mais!
Tuesday, April 05, 2005
O Público de 2005-04-06 apresenta uma visão pessimista sobre o crescimento do PIB português, que a Comissão Europeia prevê eu seja de metade da média europeia, com um défice de 4,9% para 2005. Portugal precisa de mudar quase tudo: mudar de indústrias, reduzir a Função Pública em efectivos e salários, aumentar a eficiência de procedimentos.
O Expresso de 2005-04-06 também põe o dedo na ferida: Nicolau Santos afirma que o custo médio de mão de obra na Europa é de 40 dólares, na Europa de Leste é de 4 e na China é de 40 cêntimos. Não há aumento de produtividade que resista! ou a globalização é modificada ou estaremos todos, no mundo ocidental, muito mal dentro em breve!
O Expresso de 2005-04-06 também põe o dedo na ferida: Nicolau Santos afirma que o custo médio de mão de obra na Europa é de 40 dólares, na Europa de Leste é de 4 e na China é de 40 cêntimos. Não há aumento de produtividade que resista! ou a globalização é modificada ou estaremos todos, no mundo ocidental, muito mal dentro em breve!
Monday, March 21, 2005
Coisas para os portugueses aprenderem a fazer
Não estacionar em cima dos passeios
Não estacionar em cima de jardins ou de relva, mesmo quando já destruída
Atravessar nas passadeiras de peões e nas faixas desniveladas
Não deitar lixo para o chão, para a rua, para os campos
Não deitar lixo de carros em andamento
Apanhar os dejectos que os seus cães fazem nas ruas, jardins e passeios
Tarefas básicas de um Governo
Fazer ordenamento do território
Fazer saneamento básico
Fazer prevenção de fogos florestais
Promover ambientes sustentáveis para vida selvagem
Acabar com as passagens de nível nas ferrovias
Promover medidas de integração social
É preciso promover responsabilidades partilhadas entre os cidadãos e o governo
Política internacional: confesso que fiquei muito impressionado com o voto maciço dos cidadãos no Iraque, e que não estava mesmo nada à espera
Sunday, February 27, 2005
Manuela Ferreira Leite para dirigente do PSD: a única tentativa séria para alterar o estado de coisas e conseguir travar a decadência desse partido e, talvez, de proporcionar um futuro ao país. Precisa de continuar rigorosa mas temperada com um pouco memos de pessimismo.
Vasco Pulido Valente no Público de 26 de Fevereiro de 2005: contra a descentralização, com argumentos fortes mas que, infelizmente, ninguém tem ouvido até agora.
Vasco Pulido Valente no Público de 26 de Fevereiro de 2005: contra a descentralização, com argumentos fortes mas que, infelizmente, ninguém tem ouvido até agora.
Saturday, February 26, 2005
Israel planeia construir mais de 6000 casas nos colonatos da Cisjordânia ocupada, anunciou ontem o jornal Yediot Ahronot, ao mesmo tempo planeia que abandonar os colonatos da faixa de Gaza.
Decididamente, as coisas não correm bem nem aos palestinianos nem ao mundo árabe de modo geral. Depois da mais do que oportuna morte de Yasser Arafat, continua a invasão e ocupação israelita, por todos os meios.
Decididamente, as coisas não correm bem nem aos palestinianos nem ao mundo árabe de modo geral. Depois da mais do que oportuna morte de Yasser Arafat, continua a invasão e ocupação israelita, por todos os meios.
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