Sunday, March 30, 2014
Parece que o desenvolvimento do país está empatado devido às pensões de Reforma
Em vez de baixar as pensões aos reformados o Governo deveria cortar nas prestações às parcerias publico-privadas.
Saturday, March 01, 2014
Praxes
As praxes são um exercício de humilhação, de submissão e de
aceitação de códigos estúpidos. Estão associadas ao excesso de álcool, consumo
de álcool nas escolas e publicidade deste produto entre adolescentes e jovens
adultos.
Sou do tempo em que as praxes foram substituídas , pelos próprios estudantes, por uma
semana de recepção aos caloiros. Vivíamos em plena
guerra colonial e a pior praxe era ir combater para África. Foi por causa disso que os estudantes acabaram com as suas praxes
privativas e as substituíram por práticas bem mais nobres.
As praxes não podem ser mitigadas nem eliminados os seus
excessos. Ser Praxado é sempre uma má experiência. É preciso ir à própria essência do fenómeno e substituí-las por algo
bem mais amigável, respeitador e integrativo.
Sunday, February 02, 2014
Cannabis e Saúde Pública
Há quem diga que a legalização da Cannabis vai favorecer a economia. Esquece-se dos gastos em saúde pública e do défice de relações humanas que isso representa
Cannabis aumenta risco de esquizofrenia
Publicado em 2009-12-01. Jornal de Notícias
O consumo de cannabis de alta potência e numa frequência diária aumenta até seis vezes o risco de doença psicótica, como a esquizofrenia, conclui um artigo científico publicado hoje, terça-feira, do qual o português Tiago Reis Marques é co-autor.
"O uso diário de uma cannabis mais potente aumenta até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou à agência Lusa o médico psiquiatra dos Hospitais da Universidade de Coimbra, a fazer doutoramento em Londres.
No Instituto de Psiquiatria de Londres, o português participa no estudo GAP (Genetics and Psychosis/Genética e Psicoses), cujos resultados são parcialmente publicados hoje, terça-feira, na edição de Dezembro do British Journal of Psychiatry (Jornal Britânico de Psiquiatria).
O investigador, de 33 anos, sublinhou, porém, que a cannabis "não é uma causa em si", mas antes um factor de risco e um precipitante de doença mental grave, como a esquizofrenia.
"Em pessoas que, com outros factores de risco associados, como genéticos ou sociais, estejam em risco aumentado, [o consumo] é um factor precipitante para a esquizofrenia", refere.
Há muito que as investigações se debruçam sobre as causas das psicoses, nomeadamente sobre factores genéticos ou sociais e consumo de drogas. A novidade deste estudo é a demonstração de que a potência da cannabis consumida e a frequência da sua utilização aumentam até seis vezes o risco de doença psicótica.
O investigador português explica que, actualmente, "a cannabis geneticamente modificada, a preferida pelos vulgares utilizadores", originária da Holanda e de outros países, "tem 12 a 18 por cento de THC, substância que provoca os vulgares sintomas, como euforia, desinibição, a vulgar 'moca', quando antes continha apenas dois a quatro por cento".
As "óbvias implicações para a sociedade" poderão passar por se olhar para a cannabis "não como uma droga somente leve, mas como uma droga que potencia e aumenta o risco de doença mental grave", antecipa Tiago Reis Marques.
Ressalvando que tal decisão se situa no nível político, o investigador antevê uma "implicação muito importante na agenda de saúde pública, assim como na forma como a política, criminal e legislativa, terá de olhar para a cannabis".
O passo seguinte da equipa que Tiago Reis Marques integra será continuar a perceber como é que a cannabis atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranóia, alucinações, sintomas de perseguição) e como é que a droga se combina com factores genéticos, por exemplo.
Friday, December 27, 2013
Poema de Natal à angústia, à tristeza e à solidão
"Bem alto foram
os gritos e os braços erguidos,
bem amargas as
lágrimas choradas.
E secas as lágrimas
estalaram as raivas
nas florestas de
braços aflitos.
... A Vida lá vai,
mais amada que ontem,
mais desejada que
nunca!"
Manuel da
Fonseca
(1911-1993) "Obra
Poética"
Dedico este poema a António José
Matias
Ainda é possível darem o melhor de vocês próprios
Convencer este país a entender-se
Conseguirmos o melhor de cada um
Conseguir-se que a economia melhore
Melhorar as relações humanas
Que este país meio africano e meio negreiro melhore, sem
aceitar todos os defeitos dos outros Europeus
Existem movimentos de opinião por todo o lado, correntes,
ainda é possível contribuirmos para o combate à corrupção
Apenas basta continuardes a dar o melhor de cada um de
vós
sem depressões, que só vos conduzem a baixar os braços
e só vos levam à morte antecipada
Sem os sentimentos de culpa que acompanham os justos
Sem ideias de suicídio.
Durante quanto tempo aguentareis sem depressões e sem
ideias de morte?
Não sei
Sei no entanto que é o único caminho a percorrer
Sei que a maior virtude humana é o amor
e que o amor não custa dinheiro
Daí que possa ser criado em abundância
Até, mais uma vez, salvar o mundo,
e que as pessoas modificam os convívios e os prazeres da
vida.
Abandonam os carros caros e as férias ricas
para ficarem só com o amor.
Sei que muitas pessoas e muitos povos
Já experimentaram o sabor amargo da derrota
Pensaram que tudo estava perdido, e que o mundo ia acabar
E no entanto não desistiram.
Sei que todos os povos já só ficaram sozinhos com o amor
como único bem,
sem desistir.
Mas agora é necessário um amor mais forte ainda
Cheio de conhecimentos, de estratégias e defesas, de
truques e de manhas
Mais corajoso e mais inventivo
Contra o sol que se apaga
E que vai matar primeiro
As manifestações frias da demência, da impessoalidade e
da força bruta
Das máquinas vampirescas que nos enganam
Dos Estados corruptos que nos oprimem
Dos serviços de saúde que nos matam, por negligência e
arrogância
Da imposição por todo o lado, sem dignidade nem escolha
Sei que amor é generativo
Inventa e ajuda a inventar coisas
E que vai salvar-nos
Domingos Neto
2013-12-25
Sunday, November 17, 2013
François Hollande quer ganhar protagonismo e poder sem princípios: agora é contra o acordo para controlar o enriquecimento de urânio no Irão
Alia-se com os maiores imperialistas do mundo: o governo Israelita.
E diz-se de esquerda. Que falta ética e de inteligência!
A ética e não construir colonatos na terra dos outros nem dar cabo deles não são de esquerda nem de direita.
São valores humanos que revelam a qualidade de qualquer pessoa e de qualquer político!
Sunday, October 27, 2013
António Costa
em SÁBADO,
9 DE MARÇO DE 2013, António
Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, na "quadratura do círculo".
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
“A situação
a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou
durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas
pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no
têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha
queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos
os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao
têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses
produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de
que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos
subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma
mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados
em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em
função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi
proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes
económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não
é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que
errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos
portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União
Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de
acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é
isso que estamos a pagar! A ideia de que os portugueses são responsáveis pela
crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme
embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há
alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de
consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem
a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas
últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme
manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local
enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis,
fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe
juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A
Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias
urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a
compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na
Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A
que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias
público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o
erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que,
com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis
conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do
europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo,
ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação
dos privilégios que nos arruinam. Há que renegociar as parcerias
público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se
um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não
é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que
se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a
corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem
condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."
Subscribe to:
Posts (Atom)