Thursday, December 15, 2005





As “obras públicas” são a principal fonte de rendimento dos partidos e do pessoal político. Seja por adjudicação directa do roubo, ou por corrupção, o Estado, e os contribuintes, ficam sempre a perder.
José Júdice, metro, 2005-12-14



Sunday, December 11, 2005




GRANDE LIVRO

Estou a ler o D. Quixote de la Mancha, em versão original. Grande livro!

Não tem nada ver com o aborrecido D. Quixote, que arremetia contra os moinhos de vento. Tem uma miríade infindável de pequenas histórias que entretêm o leitor do princípio ao fim, e que humanizam o D. Quixote.

Curiosamente, é um livro de viagens, um livro de estradas, precursor de Kerouac. Um livro de três viagens de aventuras, feitas em três momentos da vida de D. Quixote.

Um dos melhores momentos é quando D. Quixote e Sancho Pança entram em Toboso, de noite, porque de dia seriam escarnecidos e espicaçados, ante o silêncio espectral do luar.

A não perder



Sunday, December 04, 2005


Plano dialógico nacional, a par do plano tecnológico nacional e do plano de reconstrução nacional

A OTA e o TGV só podem ser aquilo que Sócrates tem de pagar às forças que apoiaram a sua campanha eleitoral. Só podem ser consequência de um compromisso pré-eleitoral. Sócrates tem sido um bom governante mas provavelmente fez algum compromisso pré-eleitoral com a Ota e o TGV.



Wednesday, November 23, 2005

Votar em Cavaco é como convidar a sogra a mudar-se para nossa casa para ajudar a cuidar dos nossos filhos

(com o 1º ministro enérgico e interventivo que temos, sentar Cavaco, que tem o mesmo perfil, no Palácio de Belém é criar uma fonte adicional de problemas)

Alegre esteve dez anos exilado na Argélia e nunca viu que existia lá uma ditadura. Nunca lhe vi uma crítica à falta de direitos humanos nesse país. Esta falta de visão, mascarada de esquerda festiva, é perigosa num Presidente da República.

Igual crítica se pode fazer a Jerónimo de Sousa.

Sunday, November 20, 2005

Temos que reconciliar Portugal com a sua pele, com seu estatuto, com a sua identidade

Thursday, November 17, 2005


Autarcas declaram guerra ao governo, por causa do OE

O país da indisciplina continua a revoltar-se. Depois dos juízes chegou a vez dos autarcas


Tuesday, November 15, 2005

É preciso criar um novo conceito de atenção pelas pessoas e pelas minorias. Por exemplo nas empresas, com os muçulmanos etc.

Tudo isto é que justifica, dá corpo e suporte ao que se pretende abaixo para Portugal:
Campanha de limpeza em Portugal:

Construir urinóis para toda a gente
Não cuspir para o chão
Não permitir dejectos de cães na rua
Acabar com os carros mal arrumados
Acabar com as habitações degradadas
Acabar com os arrumadores
Apanhar todo o entulho existente no país e evitar que se produza mais
Tirar mamarrachos
Fazer saneamento básico
Fazer verdadeiro ordenamento do território
Acolher e integrar verdadeiramente os imigrantes
Educar e empregar as pessoas
Criar empresas amigas do consumidor (user friendly)
Tudo isto em todo o país, do Governo às Juntas de Freguesia

Isto não exige uma tecnologia que nós não tenhamos, é bom para o turismo e colocar-nos-ia no pelotão da frente da Europa

Isto também não é simples, embora algumas medidas o sejam. Exige fazer estudos políticos de tipo novo.

O que está a vermelho é um bom exemplo deste conceito de que é preciso criar um novo conceito de atenção pelas pessoas e pelas minorias.

Por exemplo, é preciso que a Europa acabe com a PAC, onde se distribuem aos agricultores mais ricos do mundo mais ajudas do que se dão a todos os países subdesenvolvidos do planeta.
Os países desenvolvidos dão 6 vezes mais dinheiro para subsidiar a sua agricultura (300000 milhões de dólares por ano) do que aquele que gastam em ajudas aos países mais pobres.

Acabar com a PAC deve ser, por exemplo, a resposta francesa aos tumultos raciais que abalaram esse país. Está tudo ligado. Diminuir e integrar a imigração nas suas fronteiras está ligado a ajudar verdadeiramente os países de África.
 
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