Sunday, May 06, 2012

A Europa vestida de negro e de más notícias


A Europa vestida de negro e de más notícias: a confirmação do caos na Grécia, onde fascistas ganharam lugares no Parlamento e, em França, o triunfo do Senhor Hollande, que afirma, como Jorge Sampaio, que há mais vida para além do défice.
Eu também sou a favor de políticas desenvolvimentistas, mas depois de se pagarem as contas. Não com uma dívida pública no valor de 90% do PIB, como tem a França.

Este senhor é perigoso, conforme se afirma  no “economista”.  O homem dos olhos oblíquos que levou toda a vida a lutar, por postos, lugares e expedientes, investe de olhos fechados e não fala, nem parece ouvir.

Enfim, mais caos e incerteza para a Europa

Sunday, April 08, 2012

Uma palavra de solidariedade com Baltazar Garzón

Quando uma pessoa é atacada como Baltazar Garzón trata-se do triunfo temporário da força bruta sobre o direito.
Logo aparecem os cínicos de todos os quadrantes a reclamar alguma razão neste silenciamento abrupto.
Poucos têm a coragem de afirmar que estão do seu lado.
Para Baltazar será certamente a altura de fazer uma dolorosa introspecção interior: - será que eu errei, será que algum dos que me acusam têm razão, escrita numa dissecção de todas as fibras da sua personalidade, esticadas até fazer sangue.
Novos dias virão, Baltazar, herói nacional e mundial, porque contribuíste para derrubar a memória da besta Franquista, e para restaurar a Hispanidade, com as armas da virtude, da democracia e da justiça.
Contribuíste decisivamente para o aumento da democracia em Espanha e no mundo.
Iniciaste um movimento que não poderá ser mais silenciado.



Thursday, April 05, 2012

O que deve ser dito. De Gunter Grass

Retirado de http://brasil247.com/pt/247/cultura/51976/É-proibido-criticar-Israel.htm.

É claro que concordo inteiramente





Na geopolítica internacional, há hoje uma grande questão: Israel vai ou não atacar as instalações nucleares do Irã? Isso já foi feito em 1981 contra o Iraque e pode ser repetir agora. Esse tipo de ação, conhecido como ataque preventivo, foi também o que inspirou a desastrosa ação militar dos Estados Unidos no Iraque. Como forma de protesto, o escritor alemão Günter Grass, prêmio Nobel de Literatura, publicou ontem um poema, no qual critica a possível ação militar de Israel, antes “que seja tarde demais”. Como era previsível, ele já vem sendo classificado como nazista.

Leia, abaixo, o poema de Günter Grass:

O que deve ser dito

Por que me calo, calo por tempo demais
Sobre o que é clarividente e foi ensaiado
em planos, em cujo final, como sobreviventes
nós somos notas de rodapé em todos os casos.
É o alegado direito do primeiro ataque,
que poderia apagar o povo iraniano
subjugado por um boquirroto
e dirigido ao júbilo coletivo,
porque a construção de uma bomba atômica
em sua esfera de poder é cogitada.
Mas por que me nego,
a tratar pelo nome um outro país
no qual há anos — embora em segredo —
um crescente potencial nuclear está disponível
mas fora de controle, por que nenhuma prova
é acessível?
O silêncio generalizado desse fato,
ao qual se subordina o meu silêncio,
eu considero como uma mentira permanente
e obrigatória, que enfrenta punições
tão logo ele seja quebrado:
o veredicto de "antissemitismo" é imediato.
Agora porém, que meu país,
cujos crimes antigos,
que são inigualáveis,
uma vez e outra são trazidos à tona
de novo e de maneira protocolar, mesmo que
com lábios ágeis declara como reparação,
o envio a Israel
de mais um submarino, cuja especialidade
consiste em levar ogivas devastadoras de tudo
a um lugar, onde a existência
de uma única bomba atômica não foi provada
mas será pelo temor da força das provas,
digo o que deve ser dito.
Por que, porém, calei até agora?
Porque achava que minha origem,
que é manchada por uma mácula que nunca pode ser apagada
proibia atribuir esse fato como verdade anunciada
ao país Israel, ao qual eu sou ligado e
ao qual quero permanecer ligado.
Por que só digo agora,
envelhecido e com tintas finais:
a potência atômica Israel põe em risco
a já frágil paz mundial?
Por que é preciso dizer
aquilo que já pode ser tarde demais amanhã:
também porque nós — como alemães já suficientemente sobrecarregados —
poderíamos nos tornar cúmplices de um crime
que é previsível, causa pela qual nossa cumplicidade
não poderia ser amenizada
por nenhuma das desculpas costumeiras.
E admito: não me calo mais
porque estou cansado da hipocrisia do Ocidente;
além disso, há a esperança
de que vários se libertem do silêncio,
e instem o causador do perigo evidente
a abdicar da violência
e ao mesmo tempo insistam,
para que haja um controle sem restrições e permanente
do potencial atômico israelense
e das instalações nucleares iranianas
por uma instância internacional
com acesso permitido pelos governos de ambos os países.
Só assim se pode ajudar os israelenses e palestinos,
mais ainda, todas as pessoas, que nessa região
ocupada pela loucura
lado a lado vivem em inimizade,
e finalmente nós também.
Gunter Grass



Saturday, February 11, 2012

O futuro dura muito tempo

Aqui Vasco Pulido Valente não é pessimista, mas acredita no futuro. Um momento de génio no melhor cronista português (copiado por mim e parágrafos meus). Lido assim em 2ª ou 3ª leitura sabe melhor.



Opinião
O futuro dura muito tempo
Por Vasco Pulido Valente. Público de 2012-02-11

Se alguém julga que em 2013 ou 14 ou 15, voltaremos como sempre ao jogo de salão com o PSD, o PS, o CDS e o Bloco, bramindo inanidades por São Bento e dividindo votos, não percebeu nada do que está a suceder.
O putativo prestígio de Cavaco não vale nada.
O cidadão comum despreza imparcialmente os partidos.
Cada escândalo, cada dívida, cada falcatrua do Estado e adjacências enfraquece o regime.
No fim não sobrará nada. Excepto a mudança.
Não a mudança retórica do costume, uma verdadeira mudança: de homens, de partidos, de regras. Provavelmente lenta e gradual. Mas deliberada e certa. Não importa.
Como explicava o outro, o futuro dura muito tempo. Desde Sócrates que a II (ou III) República entrou em agonia.
Esperemos com paciência pela III (ou pela IV).

Círculos Uninominais


Não quero votar mais nessa gente que infiltra as máquinas partidárias, que os eleitores desconhecem, desconhecerão sempre ou conhecerão pelas piores razões: os José Lellos, Vitalinos Canas,  Armandos Varas, Valentins Loureiros, Josés Penedos, Josés Sócrates, e toda a quantidade de cromos que já mandámos para Assembleia da República para enriquecerem à nossa custa. Quero menos deputados e Círculos Uninominais.
Se a Assembleia da República, principal órgão governativo, é um órgão corrupto, porque é constituída por gente eleita sem ser conhecida, a quem fabricamos tachos, então o veneno alastra e todo o país é inevitavelmente corrupto, e daí ter chegado ao estado a que chegou.

Sunday, February 05, 2012

Os cavaquistas querem mandar


O Presidente quer mandar. Como se já não chegassem as desgraças do país aparece agora a veneranda figura do Professor Cavaco Silva a querer mandar!

É verdade que a Constituição Portuguesa é profundamente ambígua, quando nos obriga a  votar em 2 pessoas com poderes executivos que se sobrepõem, o Presidente da República e o 1º Ministro, e quando obriga a votar em desconhecidos, isto é, deputados que nunca vimos nem conhecemos, nem fazemos ideia de quem são.
A nossa constituição obriga-nos a votar em quem não conhecemos e a votar em 2 poderes que conflituam entre si: O Presidente da República e o 1º Ministro.
 
Assine meu Livro