Sunday, September 20, 2009

Condições para votar bem

A dispersão de votos entre os 2 principais partidos mostra a indecisão dos portugueses face ao TGV. Como esta obra exige um consenso alargado parece-me melhor não avançar já, esclarecê-la aos olhos dos portugueses e renegociá-la.

Condições para votar bem: no dia 27 devemos votar num partido que:


Defenda os contratos, a nomeação de dirigentes das instituições e dos serviços, por concurso e não por nomeação política.
Acabe com a lentidão da justiça acabando em 1º lugar com as leis excessivamente garantísticas que deixam de fora todos os criminosos que tenham um bom advogado.
Promova o desenvolvimento regional.
Promova um contacto directo e permanente ente dirigentes, dirigentes de topo, trabalhadores e populações.

Será assim tão difícil encontrá-lo? A verdade é que não vejo estas medidas claramente explicitadas em nenhum deles.
Portugal necessita sair da partidocracia e entrar na democracia. Trata-se de uma evolução necessária e muito urgente.

Sunday, September 06, 2009

O PS de Sócrates é contra a liberdade


Caso TVI


Opinião: O PS de Sócrates é contra a liberdade

Retirado de Púbico de 04.09.2009 - 15h15 Eduardo Cintra Torres

A decisão de censurar o Jornal Nacional de 6ª (JN6ª) foi tudo menos estúpida. O núcleo político do PS-governo mediu friamente as vantagens e os custos de tomar esta medida protofascista. E terá concluído que era pior para o PS-governo a manutenção do JN6ª do que o ónus de o ter mandado censurar. Trata-se de mais um gravíssimo atentado do PS de Sócrates contra a liberdade de informar e opinar. Talvez o mais grave. O PS já ultrapassou de longe a acção de Santana Lopes, Luís Delgado e Gomes da Silva quando afastaram a direcção do DN e Marcelo da TVI.


A linguagem de Santos Silva e do próprio Sócrates na quinta-feira sobre o assunto não engana: pelo meio da lágrimas de crocodilo, nem um nem outro fizeram qualquer menção à liberdade de imprensa. Falaram apenas dos interesses do PS e do governo. Sócrates, por uma vez, até disse uma verdade: o PS não intervinha no JN6ª. Pois não, foi por isso que varreu o noticiário do espaço público.


O PS-Governo de Sócrates não consegue coexistir com a liberdade dos outros. Criou uma central de propaganda brutal que coage os jornalistas. Intervém nas empresas de comunicação social. Legisla contra a liberdade. Fez da ERC um braço armado contra a liberdade (a condenação oficial do JN6ª pela ERC em Maio serviu de respaldo ao que aconteceu agora). Manda calar os críticos. Segundo notícias publicadas, pressiona e chantageia empresários, procura o controle político da justiça e é envolvido em escutas telefónicas. Cria blogues de assessores com acesso a arquivos suspeitos que existem apenas para destruir os críticos e os adversários políticos. Pressiona órgãos de informação. Coloca directa ou indirectamente “opiniões” e “notícias” nos órgãos de informação. Etc.


O relato da suspensão do JN6ª, no Jornal de Notícias e no Diário de Notícias e outros jornais de ontem é impressionante, sinistro e muito perigoso. Provir de supostos “socialistas”, portugueses e espanhóis, em nada diminui a gravidade desta censura. Esta suposta “esquerda” dos interesses, negócios e não resolvidos casos de justiça é brutal.


Intervindo na TVI, o PS-Governo atingiu objectivos fundamentais. Como disse Mário Crespo (SICN, 03.09), o essencial resume-se a isto: J.E. Moniz e M. Moura Guedes foram eliminados —e com eles as direcções de Informação e Redacção e um comentador independente como V. Pulido Valente.


Este PS-Governo é muito perigoso para a liberdade. Até o seu fundador está preso nesta teia, por razões que têm sido referidas. Ao reduzir a censura anticonstitucional, ilegal e protofascista do JN6ª a um caso de gestão, Soares desceu ao seu mais baixo nível político. É vergonhoso que seja ele, o da luta pela liberdade, a dizer uma coisa destas. Será que em 1975 o República também foi calado só por “razões de empresa”?


O PS-governo segue o mesmo caminho de Chàvez, ao perseguir paulatinamente, um a um, os seus críticos: e segue o mesmo caminho de Putin, ao construir uma democracia meramente formal, em que se pode dizer que a decisão foi da Prisa não dele, em que se pode dizer que os empresários são livres, que os juízes são livres, que os funcionários públicos são livres, que os professores são livres, que os jornalistas são livres, que a ERC é livre, etc — mas o contrário está mais próximo da verdade. Para todos os efeitos, Portugal é uma democracia formal, mas estas medidas protofascistas vão fazendo o seu caminho. Não dizia Salazar que Portugal era mais livre que a livre Inglaterra? Sócrates e Santos Silva dizem o mesmo.

Sunday, August 30, 2009

Sócrates Rua

e tudo o que o engenheiro representa.
Comecei a descrer dele aquando dos negócios com o seu amigo Jorge Coelho da Mota Engil, feitos sem concurso nem discussão pública, e que iam desfigurar a cidade de Lisboa.
Agora a ONGOING, uma sociedade cheia de capital conseguiu retirar José Eduardo Moniz da Direcção da TVI, e ameaça a SIC de Pinto de Balsemão. O capital poderá ser da Caixa Geral de Depósitos ou do novo Millennium BCP, que caíram na esfera socialista. Acabaria assim na televisão a oposição à figura do 1º ministro. Estará Sócrates envolvido? Ele sabe apagar rastos mas é sem dúvida o grande beneficiado.
Sócrates é assim: Trabalhar no escuro, esmagar pessoas, fazer eventualmente coisas que acabam por não lhe poder ser imputadas, num jogo de sombras com muito pouca luz.
Os seus executivos e associados emblemáticos são Maria de Lurdes Rodrigues, Correia de Campos, Lopes da Mota, Vitalino Canas, que podem perceber muito de negócios mas que de socialistas não têm nada.
Por tudo isto não o quero mais como 1º Ministro e vou fazer tudo para que se vá embora, definitivamente.

Nunca foi tão vital como agora pôr o engenheiro e a sua equipa na rua. Primeiro perverteram o PS e agora ameaçam perverter Portugal.
Só depois desta tarefa de saneamento básico se poderão encarar as urgentes tarefas de que o país necessita (vide Posts anteriores sobre medidas a 10 anos para modificar Portugal).

Camaleões

Aproxima-se o ano da protecção aos anfíbios.
Sei bem que o camaleão de Vila Real de Santo António não é um anfíbio nem será originário de Portugal, mas trazido de Marrocos nos anos 20, mas seria bom saber notícias deste simpático animal e preservá-lo na terra onde ele tão bem se adaptou.

Os dirigentes de Timor

A Amnistia Internacional pede aos dirigentes de Timor quer promovam o julgamento dos crimes da ocupação indonésia. Mas estes não querem. Fazem muito mal porque sem essa iniciativa não promovem um estado de direito mas antes uma promiscuidade entre governantes, instituições de estado e milícias e bandos armados que impedem a progressão do País. Também contrariamente ao que José Manuel Fernandes afirma.
Uma coisa é fazer esse julgamento e outra é hostilizar a Indonésia. As duas não devem andar a par.
A justiça deve ser feita às dezenas ou centenas de milhar que morreram. É o único consolo que resta às suas famílias

Sacanas sem lei


Desta vez Tarantino saiu-se mal, com a sua glorificação de sangue e de massacre, e os risos de deleite de Hitler o Goebbels ao verem o heroísmo do soldado alemão comparam-se ao deleite do espectador ao ver pessoas a serem escalpadas ou mortas a taco de baseball pelos heróis americanos.
O filme teve uma gigantesca operação de lançamento e propaganda, mas exagera nos diálogos sem graça, e na violência gratuita e desmedida. Não se parece nada com as obras anteriores do autor, como Pulp Fiction e outras.
Pena que uma obra destas seja servida assim às populações e incensada por jornais e críticos de cinema.
E o pior é que o perigo do reaparecimento do nazismo continua de novo, como na neutralidade da Europa face a Milosevic ou no racismo contra os árabes.

Wednesday, August 05, 2009

O Novo Secretário Geral da Nato


A Europa vira à direita e neste contexto, a escolha de Anders Fogh Rasmussen, antigo primeiro-ministro dinamarquês para ser o próximo secretário-geral da NATO, é mais um sintoma dessa viragem.

Rasmussen ficou conhecido pela sua atitude de humilhação dos islamistas na crise das gavuras de Maomé, o que não o recomenda para uma aliança em que as relações com palestinianos e países de influência muçulmana e árabe são predominantes.

Receio bem que atitudes como aquela que salvou o Kosovo do seu desaparecimento e que levaram ao julgamento de personagens como Slobodan Milosevic não voltem a ser possíveis
 
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