Sunday, October 28, 2007

O Jornal “Sol” continua a triunfar: as entrevistas de Catalina Pestana, Pinto Monteiro, e agora a notícia sobre Santana Lopes são do melhor jornalismo de que o Expresso e o Público se têm alheado progressivamente.
Tornou-se muito mais claro que o novo Código Penal pode aliviar leis sobre implicados na casa Pia.
Com a sua entrevista Pinto Monteiro teria conseguido que as secretas militares não tivessem acesso a escutas telefónicas.
Por último talvez se tenha dado mais um empurrão a Santana Lopes.
Percebeu-se melhor o papel das sociedades secretas (maçonaria) na política portuguesa.
Percebeu-se melhor como o PS está a transformar-se progressivamente numa espécie de Máfia política que procura por todos os meios consolidar e perpetuar o seu próprio poder.
O Sol rompeu com a estrutura dominante na Comunicação social
Percebeu-se melhor o papel único do seu Director, José António Saraiva.
Isto pode significar que existe espaço para outras irrupções do mesmo género na sociedade civil portuguesa.



Uma ideia interessante: desporto para todas as idades. Porque não as pessoas seniores concorrerem também, por exemplo, por idades, fazendo campeonatos de corrida, salto em comprimento, em altura, natação, etc. estabeleciam-se novos recordes e melhorava o próprio corpo humano e as suas capacidades.
Criava-se um conceito de saúde para toda a vida e não só para a juventude e para um record de pujança. Muito mais humanista e amigo da humanidade.
Podem aproveitar-se as corridas e desportos de seniores que já existem por todo o lado

Sunday, October 21, 2007

Pausa na política


Acabei de ler o livro de Medina Carreira, “O Dever da Verdade”. Trata-se um livro realista, de leitura indispensável para quem se interesse por política e economia portuguesa. Para que desejaria ver este país sair do marasmo em que está.

Sunday, October 07, 2007

Por uma vez estou de acordo com Manuel Pinto Coelho, e aprecio a sua coragem e determinação quando apresentou uma queixa-crime contra o IDT e a Associação Ares do Pinhal que conseguiu, em 2005, gastar 1,5 milhões de Euros dinheiro público, atribuído pelo IDT.

Estou de acordo Também com João Cravinho e o seu corajoso pacote de medidas contra a corrupção.

Tuesday, September 25, 2007

Ciência e saberes tradicionais

A ciência moderna comporta-se, de modo geral, com a maior sobranceria e desrespeito face aos saberes tradicionais, precisamente aqueles que permitiram à humanidade evoluir desde os tempos primitivos até agora. Ele é ver os psicólogos encartados a destruir o que existe de melhor nas normas educativas de qualquer sociedade com slogans do género de inventem-se novos pais, e a preparar as sociedades para destruir em 50 anos aquilo que demorou séculos a construir. Ainda não se aperceberam de toda a realidade e já estão a preparar-se para liquidá-la.

Claro que é preciso destruir o que está mal mas, de caminho, vão imensas normas de sobrevivência e de progresso insubstituíveis e adequadas.

Mesmo quando vai buscar sabedoria aos saberes tradicionais a ciência moderna comporta-se com o uma espécie de bandido que rouba e não deixa rasto.

Esta destruição da ecologia humana equivale à destruição do ambiente, de habitats e de espécies animais.

Travessia do Chança




Os segredos do Chança, como visitá-lo, como atravessá-lo. Entrada livre.

Para Steve Fosset

O que é que transforma as pessoas? Uma psicoterapia, um filme, ler um livro; uma viagem? Há viagens iniciáticas que verdadeiramente transformam as pessoas. Por exemplo ritos de passagem para a idade adulta, para a descoberta do totem. Para morrer, no fim, da vida, quando as pessoas já não podiam acompanhar a tribo.

Respeitar os rituais de centenas de milhar de anos, que permitiram aos seres humanos e à sua civilização chegar aonde estão agora.

Só compreenderei o significado desta viagem depois de a ter realizado. Só a morte é uma viagem que não acaba, sem fim e sem retorno. As outras viagens têm um fim mas também têm um ponto de não retorno.

O Chança, o rio das águas verdes, com quase todos os acessos vedados. É tão difícil chegar a este rio que o Chança é outra realidade, outra natureza, quase outro país.

O Chança é um rio maldito, desprezado, ignorado e odiado. Só foi utilizado pelos contrabandistas.

O Grande Canyon, talvez a zona mais selvagem de Portugal. E, no entanto, bem poluído por suiniculturas, extracção de areia e outras coisas.

Sobre andar sozinho, as opiniões dividem-se. Muita gente não anda, precisamente porque lhes dizem que não devem andar sozinhos.
Sobre este assunto ver no Google, “walking alone”.
A reacção das pessoas: É perigoso, não vás, excepto o Morais que se ofereceu para ir comigo. Ele que foi o melhor caçador de Mértola, e não perde um detalhe da observação da natureza.

Saí no dia 27 de Agosto, às 9:45, de Moinhos de Cima, perto de Nossa Senhora das Pazes. Bonito nome, a fazer lembrar as constantes querras e escaramuças com Espanha.

O Moinho da Volta e o meloal, na 1ª curva do Chança.

Às 16:50 estou a 600 m do moinho do Crespo. Entrei literalmente dentro do Chança para evitar as margens. Estou molhado até ao pescoço. Alivia o calor.

Imagino que posso ter uma doença súbita, neste espaço sem possibilidade de contactar ninguém, e inquieto-me. No dia seguinte resolvo entregar esta possibilidade ao meu Poder Superior, tal como eu o concebo, e a inquietação passou. A verdade é que nem tive o menor sinal de aflição ou doença.

Encontrei várias ovelhas e cabras vivas e sem rebanho. Todas contentes, a comer e a fazer companhia umas às outras. O sonho de qualquer ovelha é precisamente o Chança, porque significa escapar à morte certa e trocá-la por uma vida de aventuras. Encontrei também vários destes animais mortos e em decomposição, o que proporciona um cenário dramático a isto tudo.

Terça feira dia 28 de Agosto, 8:50, estou no Crespo e devo sair por volta das 10 horas. Devido à entrada da ribeira de Calaboza o Chança ficou mais grosso, com mais água e deve ser mais difícil passar a vau. A minha esperança é que não hajam mais ribanceiras. Não deve ser possível despachar-me mais cedo. Demoro 10 minutos a calçar umas botas, muito tempo a aquecer a comida liofilizada. Se perco qualquer dos meus haveres pode ser grave.

Dia 28 de Agosto partida do Crespo às 10:26. É o segundo cadáver de ovelha que eu vejo (ao todo foram cerca de 5). Já vi várias cabras perdidas também.

De meia em meia hora, devido ao calor, tenho de parar para descansar e beber água. As sombras às vezes são raras. Num caso tive de descer muito para me abrigar num barranco. Penso: se me acontece alguma coisa ninguém me descobre aqui.

10:44. Não, não é o barulho de um carro. É uma perdiz a levantar voo. Aliás várias.

Dia 28 de Agosto dormi em Paymogo e dia 29 às 13 cheguei à Volta Falsa.

Afinal tive poucas ideias: Os meus totens: O lince, que algumas pessoas desta região afirmaram ter avistado, e a sorte.
 
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